quarta-feira, março 31, 2010

Pela Rádio Nacional do RJ, a Paixão de Cristo




A história de Nosso Senhor Jesus Cristo em forma de radioteatro. Esta era a atração tradicional de todo ano na emissora de maior audiência no Brasil dos anos 40 e 50. A Collector’s Editora permite que o ouvinte tenha a noção exata da incrível radiofonização levada ao ar durante a Semana Santa, em 7 capítulos.


Acompanhe aqui o capítulo 1 do radioteatro Nosso Senhor Jesus Cristo.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar este áudio, clique aqui)

Se você tem interesse em ouvir os outros capítulos dessa incrível saga, o contato da Collector’s é: 0**21 3643-6700
Atendimento: segunda a sexta-feira
Horário: 13:00h às 18:00h

Clique aqui para ler mais e acompanhar a ficha técnica do elenco envolvido na radiofonização da história de Nosso Senhor Jesus Cristo.


CONTRAPONTO: A VERSÃO CAPITAL DE ELI CORRÊA
O rádio passa por intensas transformações depois que a televisão (a partir do final dos anos 1950) começa a chegar aos lares brasileiros. Sem a mesma verba de antes, já que perde parte da publicidade para o então novo meio, o rádio chega a ser dado como morto à época. O novo rumo que segue tem a ver com o advento do transistor, tecnologia que permite ao rádio estar com a pessoa a qualquer hora e lugar. A mobilidade e a portabilidade se tornam as principais características da retomada do mais antigo MCM (Meio de Comunicação de Massa).

Outra mudança considerável é a necessidade de se adaptar à nova realidade financeira. Ao perder, além de parcela da verba publicitária, seus principais profissionais e gêneros de programa para a TV, surgem os novos comunicadores. Gente capaz de interpretar - apenas com o auxílio de um sonoplasta e da equipe de produção - histórias que antes envolviam, aproximadamente, 50 profissionais para levar ao ar uma novela ou teatro pelo rádio.

Eli Corrêa e a sua carta da saudade e Gil Gomes com seus casos policiais são exemplos deste novo gênero de narrativa que ganha espaço sobretudo a partir da década de 70 no Brasil.

Comprove como o rádio continua a usar expedientes parecidos com o da sua fase de ouro, só que adaptados à nova fase do meio. Eli Corrêa, assim como fazia a Rádio Nacional de outrora, leva ao ar às vésperas da Páscoa, a Paixão de Cristo em capítulos em sua Carta das Oito.

- Ouça aqui Eli Corrêa dando voz e emoção às histórias e os milagres de Cristo - Parte 1

- Histórias e Milagres de Cristo - Parte 2

- Histórias e Milagres de Cristo - Parte 3

- Histórias e Milagres de Cristo - Parte 4

- Histórias e Milagres de Cristo - Parte 5

O restante desta história pode ser acessado no site da Rádio Capital (em "programas" / "Eli Corrêa" / "das 8 às 9 horas") ou ser ouvida pelos 1040 KHz do AM paulistano.

terça-feira, março 30, 2010

Trilha Audiovisual: Tempos Modernos

Olá, trilheiro. Olá, trilheira. Eu sou o Marcelo Abud e estou chegando com mais Ação!
É hora de Ação!


Ouça o segundo episódio da série Trilha Audiovisual, apresentada quinzenalmente pela Rádio USP dentro do programa Trilha Profissional (terças, às 8 da manhã)



Você já viu ou viveu uma cena parecida com essa...

Em uma grande fábrica, o operário passa todo o tempo exercendo uma única função, a de apertar parafusos, por exemplo.

A repetição e a falta de perspectiva o levam a um quadro de estafa. O esgotamento faz com que pareça que está com um parafuso a menos, já que sai apertando tudo o que vê pela frente, como os botões de uma blusa.
O resultado é a demissão do ineficiente trabalhador e a internação em um hospital psiquiátrico.

Ao voltar às ruas, vive atormentado com as preocupações dos tempos modernos: correria, poluição sonora, congestionamentos, multidões, desemprego, fome...
TÉC: MÚSICA TEMA DE TEMPOS MODERNOS TOCA POR ALGUNS SEGUNDOS E DEPOIS VAI A BG
Você se identificou com essas loucuras dos tempos modernos?
Talvez já tenha percebido que estamos falando do ano de 1936, quando Charles Chaplin lançou uma de suas obras-primas.

O clássico do cinema mudo surge no momento em que o mundo havia se frustrado com os resultados da chamada Revolução Industrial, que transformara a calma produção artesanal em uma operação feita por máquinas em grandes fábricas.
No início do século Vinte a única preocupação era a de aumentar a produtividade por meio da divisão da tarefa de cada trabalhador nos menores componentes operacionais identificáveis. Naqueles tempos, o operário era motivado exclusivamente por recompensas salariais, econômicas e materiais.

A crise mundial de 1929 revelou a necessidade de uma Administração em que a ênfase se desloca das tarefas para as pessoas. A partir deste momento, a civilização industrializada percebe a necessidade de conciliar suas duas funções básicas: a função econômica, que produz bens e serviços para garantir o equilíbrio externo; e a função social, que distribui satisfação entre os participantes a fim de garantir o equilíbrio interno da organização.

Nos tempos modernos, um fator percebido como motivacional para os colaboradores é entender no que aquela função exercida por ele, mesmo que seja a de apertar parafusos o tempo todo, resulta para a sociedade. As grandes empresas desenvolvem dinâmicas para mostrar a seus colaboradores da fábrica a satisfação que levam aos clientes da marca. Quando uma colaboradora que trabalha na linha de uma fábrica de cosméticos, por exemplo, percebe que o produto de seu movimento constante resulta no sorriso e satisfação de uma cliente, o trabalho passa a ser exercido com um sorriso no rosto também.

Esse é o papel de um líder de equipe nos tempos modernos.
Lembre-se: a vida, assim como os filmes, é feita de ação.
Entramos na reta de chegada do nosso caminho de hoje. Siga esses passos e não saia da trilha. Semana que vem eu volto com mais um paralelo entre os filmes e o mundo corporativo, que é coisa de cinema.

segunda-feira, março 29, 2010

Lima Duarte completa 80 anos

Imagens de Lima Duarte extraídas do blog Respeite o Idoso

Nesta segunda, 29 de março de 2010, Lima Duarte completa 80 anos de idade. Nem todos sabem, mas aos 18 anos, Duarte já brivalha no mundo das comunicações. À época, era um grande sonoplasta da rádio Tupi de São Paulo (aquela da família Chateaubriand e não esta de hoje).


Ouça um trecho de entrevista à Jovem Pan em que Lima Duarte relembra uma divertida passagem dos seus tempos de mocidade, quando era o sonoplasta da rádio Tupi.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar o áudio, clique aqui)



Com tanta experiência e tendo atingido um patamar imconparável na TV, o artista foi o responsável pelo prefácio do livro "A Hollywood Brasileira – Panorama da telenovela no Brasil", de Mauro Alencar. Acompanhe o delicioso texto que conta como nasceu a televisão no Brasil e quem foram seus pioneiros. Lembrando que a TV completa 60 anos agora em 2010, no dia 18 de setembro.



AMIGOS, TARDES E PETECAS
(Lima Duarte)

A gente chegou para jogar peteca – Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Walter Forster, Heitor Andrade, Dionísio Azevedo, Ribeiro Filho, Osni Silva e eu. Todos grandes amigos.

Era de tardezinha e isso aconteceu num tempo em que ainda existiam amigos, tardes e petecas... Um sujeito lá virou para nós e disse: “Não! Não podem mais jogar aqui!” O Osni Silva, que era o mais destemperado, perguntou: “Não pode por quê?” E o homem respondeu: “Porque nós vamos limpar este terreno e amanhã começamos a furar tudo para fazer a televisão.”

Era 1948 e eu trabalhava lá desde 1946. Tudo comprovado e atestado em minha carteira profissional. Eu tinha 16 anos e chegara de Minas Gerais, mais precisamente de Desemboque, em 1946, de maneira que a televisão veio estragar o nosso campo de peteca. Furaram, arrebentaram tudo e construíram a primeira emissora de televisão da América Latina, a TV Tupi Difusora de São Paulo. A segunda foi a TV Cubana, inaugurada no mesmo ano, mas no mês de novembro. A Tupi era de setembro, 18 de setembro mais precisamente. O Walter Forster morreu sustentando que a primeira fora a Cubana e que Havana naquela época era o bordel dos americanos; então, nada mais natural do que a existência de uma TV num bordel. Eu estive em Havana, não a do Fulgêncio (o bordel), mas a do Fidel, um povo íntegro, digno e corajoso, e comprovei que a televisão brasileira é dois meses mais velha.

Tudo isso porque eu considero importante que saibam do contexto em que tudo aconteceu. O contexto era este: amigos, tardes, petecas, e é bom que saibam que eu estive lá desde o começo, ou antes do começo.

Quando a televisão ficou pronta, instalou-se um problema: quem seria o primeiro diretor artístico da América Latina? Existiam três candidatos (eu gosto muito de pensar que televisão seria essa, se um dos outros dois tivesse sido o escolhido): Walter George Durst, Túlio de Lemos e Cassiano Gabus Mendes. Venceu o último, que, uma vez escolhido para ser o diretor, disse: “Eu exijo que o meu assistente seja o Lima Duarte.” Eu gritei: “Opa! Que é isso, está querendo me estrepar? Vou deixar de ser o melhor sonoplasta da Rádio Tupi Difusora para ser diretor de televisão? De jeito nenhum.” Foi então que ele escolheu o Luiz Gallon e, como assistente do Gallon, o Luiz Gustavo, seu cunhado.

É realmente verdadeira aquela história que contam até hoje de que no dia 18 de setembro, depois da inauguração, houve um jantar. Já na sobremesa e antes do cafezinho, o Cassiano perguntou: “Ih... e amanhã o que é que a gente põe no ar?!” Saímos correndo aos consulados para ver quem tinha algum filme para ser exibido na televisão e achamos uma porção: filmes sobre história natural, biologia, Cubismo, os perigos da doença venérea, os males que a sífilis traz e Marshall McLuhan; enfim, uma televisão muito louca.

Um ano depois desse happening, em 1951, o Cassiano teve a idéia de fazer uma telenovela, pois é bom que se diga que a televisão no Brasil foi implantada e sustentada por gente de rádio. Nem jornalistas, nem intelectuais, nem o pessoal do teatro, nem a comunidade universitária, ninguém tomou conhecimento e, nós, os do rádio-teatro, tocamos aquilo. Nada mais natural do que a adaptação de uma novela de rádio para a televisão. Foi quando aconteceu o tão falado fenômeno Sua Vida me Pertence, de Walter Forster, interpretada pelo Walter e pela Vida Alves.

Nessa telenovela apareceu não só o primeiro beijo, mas também o primeiro bandido, o primeiro delegado, o primeiro médico, o primeiro pai, a primeira mãe, o primeiro amor, o primeiro desengano, a primeira esperança, a primeira lágrima, a primeira insídia e o primeiro final feliz, com o tal beijo; enfim, tudo o que existe nas novelas até hoje. O engraçado nesse primeiro beijo é que a autoridade de plantão o proibiu, argumentando: “Não. As televisões entram nos lares e esses lábios unindo-se em lascívia, penetrando o recôndito do lar brasileiro, vão ofender a moral da família.” Bem, era um tempo em que ainda existiam famílias, lábios e lascívia. Os autores disseram: “Não. O beijo é necessário”, e os atores disseram que também queriam beijar. O general insistiu: “Não.” O juiz também disse: “Não.” O bispo fez eco: “Não, não e não. Ainda se fossem americanos, mas são brasileiros beijando-se com bocas brasileiras, isso nunca.” No dia do último capítulo que iria ao ar à oito horas da noite, houve uma reunião na sede da censura para a decisão do beija ou não beija. Só às seis horas saiu o veredicto. “Beija, mas de boca fechada.” Essa foi a melhor história da primeira telenovela ainda não diária. Eu estava lá e era o bandido.

O mais curioso, e que talvez mereça mesmo uma análise, foi a segunda telenovela. Um êxito enorme! Claro, só havia nós no ar e a novela era rural, já a segunda... Chamava-se Sangue na Terra, de Péricles Leal, ele também um intelectual, paraibano, filho de Simião Leal, jurista, ficcionista, um homem de letras. A novela passava-se na Serra de Borborema e contava a história de Antonio Silvino, o maior cabeça de jagunço que jamais houve, sob o comando de quem o iniciou no cangaço, Virgulino Ferreira, o Lampião.

Se for verdade que o Brasil passou da sociedade rural à sociedade urbana, ou se está passando em apenas cinqüenta anos, não menos verdade é que o brasileiro ficou com um pé na roça, e desse pé na roça surgiram novelas lindas! Entre as dez melhores eu destacaria umas sete de ambientação rural; a primeira em cores, O Bem Amado, na qual eu também estava, pois era o Zeca Diabo; a primeira da “nova República”, Roque Santeiro, em que eu estava também, fazendo Sinhozinho Malta.

Para concluir, a novela que marcou aquele período inicial foi mesmo O Direito de Nascer, também dirigida por mim. Uma novela rigorosamente genial. Como era novela de rádio cubana, transportada para televisão e para o Brasil, eram necessários muitos acontecimentos. Para falar dela, aproveito Umberto Eco em Viagem na Irrealidade Cotidiana:
“(...) é preciso colocar tudo e para colocar tudo é preciso escolher no repertório do já comprovado. Quando a seleção do já comprovado é limitada, tem-se a série maneirista, o seriadozinho e até mesmo o kitsch, mas, quando do já comprovado se coloca tudo, tem-se uma arquitetura como a da igreja Sagrada Família, de Gaudí. Fica-se com vertigem, esbarra-se na genialidade”.

Depois de O Direito de Nascer, uma pá de cal despencou sobre os barões, filhos naturais, sinhazinhas, babás remanescentes da escravidão, coronéis furibundos. Essa pá de cal chamou-se Beto Rockfeller, de autoria de Bráulio Pedroso, na época editor do suplemento de O Estado de São Paulo, que desenvolveu a novela baseado numa idéia de Cassiano Gabus Mendes para a interpretação de Luiz Gustavo e direção de Lima Duarte. Assim, só me restava mesmo ir para a TV Globo, emissora em que estreara o segundo grande executivo de televisão: José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, que contratou a equipe de Beto Rockfeller para fazer na Globo uma revolução, O Bofe, a mais anárquica de todas as telenovelas, escrita pelo mesmo Bráulio Pedroso. Mas revolução não se encomenda, acontece, e a novela acabou não obtendo o sucesso esperado. Eu ainda tinha um mês de contrato a cumprir e fui obrigado a fazer um papel episódico na primeira novela em cores, O Bem-Amado. Iria participar de cinco capítulos apenas, mas o Zeca Diabo não pôde sair – o público obrigou-os a mantê-lo até o fim da trama e matar Odorico Paraguaçu, que inaugurou o cemitério de Scucupira.

Bem, esse foi o começo das telenovelas. Agora se diz que os reality shows ocuparão, na afetividade popular, o lugar das telenovelas. Eu gosto da idéia de que essa nova maneira de contar histórias venha a substituir a antiga. Se for verdade que cada movimento considerado artístico empurra o anterior para o território da arte absoluta, assim como a dança empurrou a música, o teatro empurrou a dança, o cinema empurrou o teatro e o teleteatro empurrou o cinema, que bom se os reality shows nos empurrarem mesmo para o recôndito universo das grandes histórias que contam com grandeza, sabedoria, ternura e beleza a história de um povo e seu destino.

Escrito por Lima Duarte – Prefácio do livro
“A Hollywood Brasileira – Panorama da Telenovela no Brasil”, de Mauro Alencar.

Seu Jorge, o violão, o rádio e o teatro

O programa Cesta de Música da CBN recebeu Seu Jorge nesta sexta, dia 26 de março. Na atração, que foi ao ar no CBN Noite Total, Seu Jorge falou sobre as dificuldades que enfrentou antes de ter reconhecimento no meio artístico.


Ouça um trecho do programa em que Seu Jorge fala sobre o violão e o rádio.
(se o player não estiver visível, clique aqui)

Foto extraída do site http://leonardospencer.files.wordpress.com

O violão foi a arma contra as dificuldades enfrentadas na infância e juventude. O músico chegou a morar na rua por alguns anos. Já o rádio foi o meio que o fez entrar em sintonia com a música. Em casa, ouvia música negra. Como não havia aparelho de som, tudo vinha por intermédio de um radinho AM.

Seu Jorge também revelou a importância que o teatro teve para que ele conseguisse encontrar um rumo e deixasse a rua.

sábado, março 27, 2010

Casal Nardoni é condenado

Acaba de ser anunciada pelo juiz Maurício Fossen a condenação de Alexandre Nardoni e de Ana Carolina Jatobá, no caso Isabella.


Ouça aqui a transmissão da Rádio Bandeirantes.

sexta-feira, março 26, 2010

CQC: o melhor da TV

Muito se critica a televisão. Para boa parte das pessoas este não é apenas um meio, mas sim inteiramente culpado por todas as mazelas da sociedade. Uma outra corrente defende que a sexagenária mídia (no Brasil) apenas reproduz nossa realidade. Não há certo ou errado nesta história. Mas há bons e maus exemplos.

Desde que entrou no ar, o CQC - Custe o que Custar - tem demonstrado que humor e inteligência podem e devem caminhar juntos. Nessa aula de TV, também percebemos que o jornalismo pode ser critico, investigativo e, ao mesmo tempo, divertido, aumentando o alcance da mensagem transmitida.

O melhor exemplo está na reportagem levada ao ar na edição do programa desta segunda, dia 22 de março. Reportagens como a que envolve a prefeitura de Barueri, em São Paulo, diferenciam o CQC de qualquer outro programa. Eu ousaria dizer que - assim com em outras áreas - a concorrência tende a beneficiar o telespectador. Depois do CQC, o Pânico deixou de ser apenas um besteirol e também tem desempenhado um bom papel em alguns momentos. Mais um round desta briga estará no ar no próximo domingo, às 19 horas, pelo SBT. Enquanto você aguarda o resultado (que já vazou por meio dos fuxiqueiros de plantão, mas prefiro deixar um gosto de surpresa no ar), acompanhe ou reveja a matéria que havia sido censurada pelo babaca (termo usado pelo próprio político para definir a equipe da atração da TV Bandeirantes) que administra Barueri.


Proteste já sem censura: o roubo da TV parte 1


Proteste já sem censura: o roubo da TV parte 2


Proteste já sem censura: o roubo da TV parte 3


Proteste já sem censura: o roubo da TV parte 4


Proteste já sem censura: o roubo da TV parte 5

Por Adnews: Band investe em inglês pelas ondas do rádio

Desde o ano passado, o Grupo Bandeirantes de Rádio vem desenvolvendo um projeto que colocará conteúdo em inglês ao longo da programação de suas emissoras em todo o país.

O objetivo da iniciativa é educar e informar o mercado de profissionais que atuam na área do turismo, como taxistas, indústria hoteleira, restaurantes, bares e comércio em geral. O conteúdo será levado ao ar em boletins diários, mantendo o foco na conversação em inglês.


Ouça um boletim transmitido em português e inglês durante a cobertura da Fórmula Indy em São Paulo.
(se o player não abrir, clique aqui)

O turismo de eventos e negócios é um segmento que vem apresentando crescimento significativo nos últimos anos no Brasil. Com o aumento do número de eventos no país e os preparativos para a realização da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, a tendência é que esse segmento cresça exponencialmente nos próximos anos.

Ouça mais:
Em 2005, a Rádio Bandeirantes AM foi premiada em Cannes na categoria rádio por meio de spots criados pela AlmapBBDO.


Ouça aqui as versões em português dos spots Enchente, Violência e Corrupção.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar este arquivo, clique aqui)


Agora ouça os comerciais produzidos para a participação em Cannes.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar este arquivo, clique aqui)



quinta-feira, março 25, 2010

Bermuda Folgada discute desdobramento da cobertura no caso Isabella


A ouvinte Larhara Oliveira fez um comentário interessante no Twitter durante a transmissão do debate promovido no Bermuda Folgada (versão masculina do “Saia Justa”, da GNT) da última segunda: “O caso Nardoni é extremamente cansativo!Focaram muito neste caso e existem tantas outras crianças ainda vivas que sofrem com pais”.

Ouça aqui um trecho da retrospectiva 2008, da Rádio Bandeirantes, em que o caso é lembrado e, em seguida, a opinião do jornalista César Sacheto sobre o espaço que a mídia deu à cobertura do fato.(se o player não abrir, clique aqui)

Tendo este ponto de partida, eu (Marcelo Abud), Edu Malavéia e Daniel Grecco voltamos a discutir o papel que a imprensa tem desempenhado na cobertura do caso Isabella.

Só para dar um aperitivo veja as capas (destaque acima) do jornal Diário de São Paulo, em 2008, logo após o crime, e a de hoje.

Acompanhe aqui o Bermuda Folgada desta quinta, dia 25 de março de 2010.
(se o player não estiver visível, clique aqui para ouvir)

Concordo com a Larhara e também com artigo publicado no ano passado no Observatório da Imprensa. É preciso aproveitar a comoção de um caso como esse para despertar uma discussão mais ampla na sociedade, a da violência cometida por pais contra seus filhos.

A conversa é regada ainda a um boletim comandado por Tatiana Vasconcelos para a BandNews sobre o filme "Um Crime Americano" e à música "Cria", na interpretação de Maria Rita.


segunda-feira, março 22, 2010

Bermuda Folgada: a mídia e o Caso Nardoni

Depois de um longo período de férias, eu, Edu Malavéia e Daniel Grecco tiramos as bermudas de molho para discutir a cobertura que a mídia promove em torno do Caso Isabella Nardoni.


Acompanhe o bate-papo levado ao ar ao vivo, em edição extraordinária, nesta manhã de segunda-feira.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar este áudio, clique aqui)

Dica:
Uma boa leitura para entender casos como esse é a publicação Showrnalismo - a notícia como espetáculo, de José Arbex Jr., lançado pela Ed. Casa Amarela.

22 de março: Dia Mundial da Água

Em um dia 22 de março como hoje, em 1992, a ONU (Organização das Nações Unidas)criou O Dia Mundial da Água.

Além de promover o debate sobre o uso consciente deste bem natural, a data marca também a divulgação da “Declaração Universal dos Direitos da Água”. O texto tem por proposta a divulgação de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.



Para não permitir que a importância desta data vá por água abaixo, divido com você um material de primeira qualidade e do qual me orgulho muito.


Ouça o programete Terra: Planeta Água, desenvolvido pelo grupo Código, liderado por Luiz Benite.
(se o player não abrir, clique aqui para acessar)

No início dos anos 2000, tive o privilégio de dar aula, na UNIP Marquês para o Luiz Benite (leia uma entrevista recente). O detalhe é que - junto com Marcelo Nascimento - Benite é nada mais, nada menos do que o criador da Transamérica Hits.

Há quase 4 anos, o jovem assumiu a direção das Rádios da Central Barriga Verde de Comunicação Band FM e a vice-presidência da Acaert, em Florianópolis.


A Minha Cidade: Medley de 10 anos

Quando a Cidade FM, 96,9 MHz em São Paulo, completou sua primeira década de existência, um medley com as músicas que marcaram o período passou a ser veículado na emissora.



Ouça aqui o medley de 10 anos da extinta Rádio Cidade paulistana.

(se o player não abrir, clique aqui)

quinta-feira, março 18, 2010

Ouça radilistas concorrentes Juntos em ação para o Santander


Como antecipado neste espaço, a Talent criou mais uma ação impactante para o Grupo Santander.

Nesta manhã, quatro jornalistas de emissoras concorrentes do dial paulistano estiveram "Juntos" para falar sobre Sustentabilidade.

Assista aos bastidores do pool que reuniu Caio Camargo (Eldorado), Joseval Peixoto (Jovem Pan), Salomão Ésper (Bandeirantes) e Eduardo Barão (BandNews).

A ação aconteceu em um horário de grande audiência do rádio e no período em que todos os radiojornais que estão no ar nessas emissoras são transmitidos tanto em AM como em FM.




Radialistas concorrentes juntos em debate

Às vezes, chego realmente a acreditar que minha vida está em sintonia direta com o rádio.

Desde o início desta semana, em minhas aulas nas universidades, tenho destacado a campanha "Juntos", do Santander/Real. Tudo começou porque o jingle utilizado como teaser no lançamento do novo conceito me atraiu e instigou.

Ao conseguir gravar tanto o jingle como a continuidade da campanha em um spot que tem sido veiculado insistentemente nessa semana, utilizo ambos para demonstrar aos alunos como a campanha tem se desenvolvido em diferentes mídias.

A ação desta terça, dia 16 de março, em que assinantes do Estadão e da Folha receberam os exemplares dos dois jornais juntos realmente foi uma boa surpresa.



Agora, é a vez de radialistas de emissoras concorrentes estarem juntos em um debate, conforme antecipação da coluna Agências, escrita por Laís Prado para o site oficial do Clube de Criação de São Paulo. Confira mais detalhes:

"A Talent criou mais uma ação para campanha "Juntos", de Santander.

Depois dos assinantes dos jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo terem recebido, nesta terça-feira (16), além do título habitual, um exemplar da outra publicação (leia aqui), outros "concorrentes" também estarão juntos: âncoras das rádios Bandeirantes AM (Salomão Esper), BandNews (Eduardo Barão), Eldorado (Caio Camargo) e Jovem PAN AM (Joseval Peixoto).

Nesta quinta-feira (18), às 8h56, eles debaterão juntos, em um mesmo estúdio, um tema pré-determinado.

Os apresentadores informarão os ouvintes sobre a ação ao longo da programação dos jornais da manhã.

O debate terá duração de 3 minutos e será transmitido simultaneamente pelas quatro emissoras.

Ao término da conversa, um spot de um minuto irá sugerir a ligação da ação com a campanha do Santander."


sexta-feira, março 12, 2010

Denuncismo da imprensa: sou a favor, Sr. Presidente!

Li ontem no Adnews que 37% aprovam a estatização da Globo, segundo o Instituto Análise. Primeiramente, é interessante ver como os números podem ser manipuláveis, já que mais da metade dos entrevistados se mostrou contrária à proposição. Mas isto não seria notícia.

Fiquei curioso para saber a quem poderia interessar uma manchete como essa. E também sobre qual a importância do tal "Instituto Análise".

A que me consta a estatização da Globo representaria algo próximo ao que Getúlio Vargas fez com a Rádio Nacional do Rio de Janeiro nos anos 40. Naqueles idos tempos do DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda - o governo "encampou", para usar o termo da época, o Grupo A Noite, que era o proprietário da promissora emissora de rádio da então capital federal.

Acredito que este tipo de hipótese é perigoso em um país em que as emissoras de rádio e televisão são concessões do Governo Federal.

Depois do questionamento, parece que as respostas à ideia de se fazer um levantamento para saber se haveria ou não aprovação à estatização de uma emissora de grande audiência como a Globo vêm por meio de algumas pistas. Vamos a elas...

Ouço no Pulo do Gato, comandado por José Paulo de Andrade na Bandeirantes AM, "a rádio que tem opinião": o nosso Presidente da república critica os editoriais dos jornais televisivos e a programação de filmes das emissoras. Lula volta a carga mais uma vez contra o "denuncismo" da imprensa. Segundo ele, em linhas gerais, só a desgraça interessa à imprensa.

Ao contrário do tempo em que imprensa e propaganda andavam de braços dados, como a própria sigla do DIP já indicava, hoje o papel da imprensa é denunciar mesmo, afinal a extensa propaganda política já desempenha a função de defender as ações do governo, como as inaugurações pré-eleitorais. Aliás, como denunciou Boechat na abertura do seu jornal agora a pouco, 7 da manhã, na BandNews, em vez de ficar inaugurando o "sopro do vento", Dilma Roussef deveria dar expediente em sua pasta no governo. O mesmo vale ao pré-candidato Serra, que por esses dias inaugurou uma maquete da ponte que ligará(?) Santos ao Guarujá.

O discurso de Lula antiimprensa já havia sido usado em outras situações muito nobres (sic) como na defesa da manutenção de Sarney na presidência do Congresso...

Diante de todo este panorama, aliado a outras medidas que indicam um caminho que aproxima a "Nova República" brasileira de governos como o de Chavez e o de Fidel Castro, prefiro um editorial do Boechat sobre política a uma "análise" de Lula sobre a imprensa. Aliás, boa parte dessa mesma imprensa é comandada por Sarney.

Convido você à reflexão, ao reproduzir o diálogo improvável entre Sarney e Boechat. É o meu recado a favor do "denuncismo" da imprensa.




Tia Julia, Dona Olga e o rádio

Já havia desligado o computador, mas fui motivado a voltar devido a duas informações que acabo de ouvir no Bandeirantes a Caminho do Sol e que me deixaram profundamente triste.

A primeira é em relação à morte de Tia Júlia, ex-mulher de Vargas Llosa, que inspirou a obra do escritor, Tia Julia e o Escrivinhador.

Há pouco tempo tomei contato com trechos deste livro, como este que extraí do livro "O Mito no Rádio", de Mônica Rebecca Ferrari Nunes:
"Apenas me via no umbral da sala, me ordenava silêncio com um dedo nos lábios enquanto permanecia inclinada para o aparelho de rádio, como para poder não só ouvir mas também cheirar, tocar a (trêmula ou ríspida ou ardente ou cristalina) voz do artista boliviano... E em minha própria casa, meus avós, que sempre haviam tido 'afeição pelas novelitas', como dizia avó Carmem, agora haviam contraído uma autêntica paixão radioteatral".
Na foto, Dona Olga ao lado do marido Sangirardi, na época do Show de Rádio

Minha tristeza se duplicou com a notícia do passamento de Dona Olga Sangirardi, que tive o prazer de conhecer e entrevistar para o blog e podcast Peças Raras. A viúva de Estevam Sangirardi, o criador do eterno Show de Rádio, também relatou a paixão que mantinha pelo rádio e - em especial - pela Bandeirantes.

Clique aqui e ouça essa entrevista emocionante publicada no blog Peças Raras em 19 de julho de 2007.


Agora vou dormir com o coração apertado.

quinta-feira, março 11, 2010

O Poder da Mensagem de Hélio Ribeiro está de volta

Em outubro do ano 2000, com a perda de Hélio Ribeiro, alguns admiradores daquela que foi e sempre será uma das principais vozes do rádio brasileiro criaram um memorial para que o trabalho desse saudoso e eterno comunicador não se perdesse com o tempo.

Tudo começou com a digitalização (gravação em CD) do conteúdo de uma fita k-7 gravada nos estúdios da Rádio Bandeirantes, em 07 de março de 1975. Hoje o Memorial Hélio Ribeiro mantém um site com todo o poder da mensagem.

A sociedade civil sem fins lucrativos é presidida por João Bortolin e, além do site, divulga o legado de Hélio Ribeiro nos eventos em que participa, em emissoras de rádio e também em cursos de Comunicação, Jornalismo e Publicidade, por meio de palestras proferidas nas universidades.

Para dar continuidade a este propósito, o Memorial Hélio Ribeiro estreia neste domingo, dia 14 de março, às 8 da manhã, na Trianon AM de São Paulo (AM 740 KHz), o programa O Poder da Mensagem.

O destaque da atração serão participações do comunicador veiculadas pelas rádios Tupi, Jovem Pan, Bandeirantes e Globo, entre as décadas de 60 e 80.

SOBRE HÉLIO RIBEIRO
Bacharel em Direito, Hélio Ribeiro dirigiu algumas das maiores emissoras de Rádio do Brasil (Piratininga, Difusora, Gazeta, Tupi, Jovem Pan, Capital, Bandeirantes) e apresentou seu programa O PODER DA MENSAGEM, com retransmissão em todo o Território Brasileiro nas décadas de 60, 70, 80 e 90. Foi professor de comunicações da USP, transferiu-se para os Estados Unidos onde foi redator da U.P.I., foi narrador da Paramount Pictures, Metro Goldwyn Mayer, Twentieth Century Fox, Columbia Picturs, Universal Internacional e lá em N.Y. também manteve no ar um programa de rádio.
Foi ainda correspondente nos Estados Unidos do sistema Globo-Excelsior de Jornalismo, depois sistema Globo de Rádio, e das revistas Marketing e Propaganda. Foi aprovado em concurso para Voice of América.

No Brasil, foi ainda produtor associado da Fundação Cásper Líbero e teve, no Sistema Globo de Rádio, através da Rádio Globo a apresentação da última série do programa “O PODER DA MENSAGEM”, programa que marcou indelevelmente a formação moral de várias gerações de ouvintes e teve suas conquistas e qualidades reconhecidas por grandes nomes do rádio, da televisão e dos meios de comunicação e meios publicitários do Brasil, cujos depoimentos fazem parte do acervo do MEMORIAL HÉLIO RIBEIRO.

HÉLIO RIBEIRO destacou-se ainda no meio publicitário, sendo criador de vários jingles e campanhas publicitárias famosas.

OUÇA MAIS:

Ouça a declaração indignada de Hélio Ribeiro contra o estímulo ao consumo do cigarro.
(se o player não estiver visível, clique aqui)


Em Janeiro de 1980, Frank Sinatra apresenta-se para 175 mil pessoas no Maracanã, Rio de Janeiro. Nessa mesma época, no rádio paulistano, Hélio Ribeiro era "a voz" grave que produzia momentos de emoção com suas traduções simultâneas de músicas, às quais ele chamava de “versão livre para o português”. Juntando esses dois ingredientes, a DPZ criou uma campanha que aproveitou a agilidade do rádio e marcou época. Confira aqui mais esta peça rara.

- Confira a última entrevista de Hélio Ribeiro, em que ele discute os rumos que o rádio e a TV estavam seguindo há 10 anos.


DJ Marcand pilotando a antiga Nova FM


Recebi e compartilho com meu respeitabilíssimo público a seguinte mensagem do DJ Marcand:

"ouvi um programa seu com a Nova de Sao Paulo.
Se quiser um pouco mais, tem alguns disponiveis no meu blog www.djmarcand.blogspot.com"

Então, vamos lá. As postagens que envolvem a Nova FM no blog são:

- Mix da Nova
"Programa diário de lançamentos em 2002. Euro, House, Trance & Cia. Dividido em 2 blocos, o programa tinha 1 hora de duração e ia ao ar de 2ª a 6ª, às 18 hs na saudosa Nova FM 99,9 em Resende-RJ. Mixagens Dj Marcand. Outro programa que deixou saudades. Eis uma das muitas edições desse fantástico programa."

- Flash House
Por DJ Marcand: "Em 2001 eu fazia um programa chamado Flash House na saudosa Nova FM 99,9 em Resende-RJ.
O programa tinha 2 horas de duração e a velharia comia solto. Nas primeiras edições, a locução ficava por conta de Jorge Estrela."

segunda-feira, março 08, 2010

Sandra Groth e as mulheres da Cidade

No Dia Internacional da Mulher, fique com mais uma edição da série "A Minha Cidade", que marca os 30 anos da chegada da Cidade FM em São Paulo.


Ouça um bate-papo entre Sandra Groth e Carlos Thousand. Eles relembram algumas locutoras que passaram pelo sistema de rádio do Grupo Jornal do Brasil.
(se o player não estiver visível ou quiser baixar o arquivo, clique aqui)

Sandra Groth relembra do início de sua carreira na Rádio Cidade do Recife, em 82, e da chegada em São Paulo por volta de 86. Durante os 4 anos em que esteve na rádio em São Paulo, Sandrinha foi responsável por colocar no ar uma das principais marcas da emissora, o Vale a Pena Ouvir de Novo. Carlos Thousand, o responsável pela padronização das emissoras do sistema de rádio do grupo JB em todo o Brasil, ressalta que ter uma mulher em cada praça sempre foi um anseio para tornar a programação mais interessante.

A minha sintonia com Sandra Groth
Sandra Groth e Tavinho Ceschi foram as minhas principais referências em se tratando de FM. Diariamente eu ia ao estúdio da rádio no antigo prédio do Banco Francês e Brasileiro e era muito bem recebido pelo primeiro casal da FM no Brasil. Depois de algum tempo, quando eu já estava na faculdade de Comunicação e prestes a fazer curso de radialismo no SENAC, encontrava invariavelmente a locutora no bairro do Campo Belo. Lembro dela ter me questionado certa vez, em uma loja de conveniência em que nos abrigamos de uma chuva forte, se eu tinha vontade de ser locutor e coisa e tal. Como ela mesma diz, a Cidade despertou nos jovens o desejo de enveredar pela comunicação na FM.

Sandra Groth também foi importante por abrir um novo espaço para a locução feminina em FM. Até meados dos anos 80 as mulheres estavam confinadas às transmissões noturnas. A partir da estreia de um casal na Cidade FM em São Paulo, a Jovem Pan 2 - por exemplo - repetiu a fórmula com a dupla Emílio Surita e Mônica Venerabile, que, aliás, havia passado pela Cidade do Rio antes de ir para a Pan.

Por onde fala Sandra Groth
Atualmente, a locutora comanda o Conexão 105, das 8 às 12 horas, na 105 FM.

Aproveitando o famoso bordão da comunicadora, "um beijo, um abraço, um cheiro, um amasso" em todas as mulheres do Brasil por esta data especial.


domingo, março 07, 2010

Livro traz de volta as Rainhas do Rádio

Nada mais apropriado para uma véspera do Dia Internacional da Mulher do que trazer de volta as rainhas do rádio na fase de ouro deste meio de comunicação (anos 40 e 50).

Acompanhe a entrevista levada ao ar no Rádio ao Vivo da Jovem Pan AM na última quarta, dia 24 de fevereiro.

A seguir, a íntegra do texto do site da emissora e o link para a edição de uma hora do programa.


Publicado Por: Cris Santos
A história das Rainhas do Rádio vira livro
Já está nas principais livrarias do Brasil a obra "As Rainhas do Rádio"

Um livro sobre as grandes musas do rádio é o tema de uma interessante obra da jornalista, Maria Luisa Rinaldi Hupfer, que nos conta um pouco da memória do rádio entre 1937 e 1958, e algumas de suas maiores protagonistas, as rainhas desse veículo que, até hoje, é a principal fonte de informação para milhões de pessoas. José Luiz Menegatti recebeu nos estúdios da Jovem Pan, a jornalista, Maria Luisa Rinaldi Hupfer, autora do livro "As Rainhas do Rádio - Símbolos da Nascente Indústria Cultural Brasileira", juntos eles falaram sobre a fascinante época das musas do rádio, e sobre essas mulheres eternamente envoltas em glamour e música.

Mais sobre as Rainhas do Rádio:

Ouça uma edição do podcast Peças Raras de 2007 sobre as Rainhas do Rádio e do carnaval

Com áudios extraídos de CDs da Collectors Editora.


Em sintonia com o rádio:
Um detalhe interessante... ouvi a esta entrevista quando retornava de uma aula em que havia falado justamente sobre todas essas rainhas do rádio, que, aliás, aparecem ilustradas aqui - no início desta postagem - em imagem extraída do livro de Renato Murce, "Bastidores do Rádio". Ao lado, a capa do livro recém-publicado pela editora SENAC.

sexta-feira, março 05, 2010

A Minha Cidade: Rony Magrini lembra causos e tema da Cidade

Na continuidade da série "A Minha Cidade", que lembra os 30 anos do surgimento da Cidade FM em São Paulo, acompanhe mais um trecho da histórica programação apresentada pela Sucesso FM em 2005.


Rony Magrini relembra como foi gravada a primeira música tema da emissora e personagens que marcaram os 96,9.
(se o player não estiver visível, clique aqui)

O primeiro time da Cidade paulistana foi composto por Paulinho Leite, César Rosa, Edimir Rabelo, Celene Araújo, Beto Rivera e pelo próprio Rony Magrini. Em dezembro de 1979, pouco tempo antes dos 96,9 MHz serem ocupados pelo estilo único criado pelo Sistema JB (Jornal do Brasil), esses locutores foram aos estúdios da Emi Odeon do Rio de Janeiro e gravaram o tema de abertura para São Paulo. Pelos lados da Cidade Maravilhosa, a rádio já existia desde 1977.

A base instrumental é um sucesso do Sugar Hill Gang que ganhou versão de Eládio Sandoval.

Magrini também lembra de personagens como o Galo, o Fofinho e o Urbano, interpretado por Luiz Henrique Romagnoli; fala ainda sobre a comunicação única da emissora.

Rony Magrini (no detalhe, em foto extraída do site Mídia Clipping) deve ter sido o locutor que mais tempo ficou no ar pela Rádio Cidade. Não me lembro de algum período em que ele não comandasse as manhãs da FM mais popular de São Paulo. Talvez um breve período em que a Metropolitana tentou chegar ao primeiro lugar levando toda a equipe de locutores da Cidade, projeto que não teve o resultado esperado.

Atualmente Magrini é comunicador da Globo AM, mas antes teve passagens importantes por outras emissoras populares, destacando-se o papel que teve na Nativa e na Tupi .

quinta-feira, março 04, 2010

Centenário de Tancredo Neves

Se estivesse vivo, Tancredo Neves completaria, neste dia 4 de março de 2010, cem anos.

Para celebrar a data, o Senado prestou homenagem ao ex-presidente, que foi eleito indiretamente no início da Nova República (1985), mas acabou tendo complicações de saúde e não chegou a tomar posse.

Nesta quarta, dia 3, foi realizada a cerimônia de entrega do busto de Tancredo Neves.

Relembre a importância do momento em que Neves ascendeu para a política, em 1985.


Acompanhe aqui uma histórica reportagem conduzida por Ernesto Varela (Marcelo Tas) no comício das Diretas, que reuniu 300 mil pessoas na Praça da Sé em 25 de janeiro de 1984.


Veja a continuação da reportagem de Ernesto Varela, que termina justamente com a imagem da esperança, representada por Tancredo Neves.

O sonho e a luta do movimento Diretas Já foi capaz de reunir no mesmo palanque os agora adversários Lula e FHC.

Marcelo Tas tinha como câmera Valdeci, que na maioria das vezes era encarnado por Fernando Meireles. Nessa matéria, o original repórter revela os bastidores da cobertura jornalística em torno dos fatos políticos. É interessante ver como os jovens nomes que hoje comandam o jornalismo da Globo admitem a omissão da "vênus platinada". O depoimento de Osmar Santos, porta-voz das Diretas, é também um registro raro e histórico.

Não sei o que teria acontecido se, em vez de Sarney, Tancredo assumisse. É engraçado que me lembro muito mais da festa e da comoção que tomou conta do país quando o então pesidente foi internado do que propriamente do que falava e pensava o político. Um exemplo emblemático: no Rock'n Rio que acontecera naquele ano de 1985, no dia 15 de janeiro, data em que o político mineiro vence Maluf e alcança o maior número de votos pelo Colégio Eleitoral, tenho até agora em minha mente a apresentação do Barão Vermelho, que subiu ao palco da Cidade do Rock com uma enorme bandeira brasileira. O saudoso Cazuza, a certa altura, se enrolou nesta bandeira e dedicou Pro Dia Nascer Feliz para todos os brasileiros.

Tancredo não viveu para ver, mas desde então, há 25 anos, mesmo com muitos erros de nossos governantes, o dia nasce mais feliz do que nos outros períodos da velha república. Nunca antes na história deste país havíamos atingido a marca de mais de duas décadas de democracia.


Saiba mais:

Além do livro que aparece em destaque no início desta postagem, há uma extensa lista de publicações sobre a vida e a representatividade política de Tancredo Neves.

terça-feira, março 02, 2010

Trilha audiovisual: Em Boa Companhia

Imagine esta cena:

Você é um profissinal experiente e tem uma carreira bem estabelecida. Da noite para o dia, a empresa para a qual trabalha há 20 anos é adquirida por uma multinacional. Com a mudança, um jovem é designado para ocupar sua função. Para completar, você tem uma família e consequentemente uma série de despesas.Por depender do emprego, precisa manter um bom clima com seu novo chefe. Novo em todos os sentidos, já que tem a metade da sua idade.

O cenário fica ainda pior quando, por uma incrivel coincidência, uma de suas filhas se encanta pelo jovem.

Imaginou? De uma hora para outra, você deixa de ser o protagonista da sua empresa e também da sua casa.

Em um mundo cada vez mais globalizado, o enredo do filme EM BOA COMPANHIA retrata a cena profissional vivida por muitos profissionais de meia-idade.

O drama também aflige o jovem, que passa a não desfrutar de vida pessoal a partir da nova posição que assume na empresa.


Ouça a estreia do quadro Trilha Audiovisual. Em cartaz, o filme Em Boa Companhia.
(se o player não abrir, clique aqui)

FICHA TÉCNICA (Extraída do site Adoro Cinema):

Título original:In Good Company
Gênero:Comédia
Duração:01 hs 50 min
Ano de lançamento:2004
Site oficial:http://www.ingoodcompanymovie.com/
Estúdio:Universal Pictures / Depth of Field
Distribuidora:Universal Pictures / Imagem Filmes
Direção: Paul Weitz
Roteiro:Paul Weitz
Produção:Chris Weitz e Paul Weitz
Música:Damien Rice e Stephen Trask
Fotografia:Remi Adefarasin
Direção de arte:Sue Chan
Figurino:Molly Maginnis
Edição:Myron I. Kerstein

Veja o trailler:


Bandeirantes denuncia: Funcionários da Ecovias obrigam motoristas a pagarem por serviço de guincho que deveria ser gratuito

Usuários ouvidos pela Rádio Bandeirantes confirmam que, nos dias de grande movimento, operadores da Ecovias oferecem guinchos particulares por R$ 350.

Além disso, quem pede auxilio a concessionária consegue, no máximo, uma carona até a porta de uma oficina que cobra cinco vezes mais para consertar o carro.

Ouça aqui a reportagem de Agostinho Teixeira