segunda-feira, janeiro 14, 2019

Como buscar Peças Raras neste blog

Na parte superior desta página, você encontra uma caixa de busca, conforme ilustração abaixo (no celular, é preciso alterar para "versão para web"):


Se procura por algum programa específico ou tema relacionado ao rádio, nesse espaço digite exatamente o que deseja ouvir. Sua pesquisa terá um melhor resultado se você colocar este assunto entre aspas. Depois, é só dar "enter" e divertir-se.

Boa viagem pelas ondas do rádio.

Fique em sintonia com nossas peças raras também em:










Abaixo, você encontra uma série de episódios do podcast Peças Raras. Divirta-se!

BBC tenta ajudar a entender o que aconteceu com o Brasil, em documentários


A BBC World News exibe a partir desta noite um documentário que mostra um Brasil em transe. Chamado “What Happened to Brazil… (“O Que Aconteceu Com o Brasil…”), o documentário tem três episódios: “The Dream Dies (“O Fim do Sonho”), “Carwash and ‘the coup’”(A Lava Jato e “o golpe”) e “Divided Nation” (“Nação Dividida”).

O documentário cobre o período que vai de junho de 2013, quando começaram grandes manifestações de rua no Brasil, até a eleição e posse de Jair Bolsonaro. Aborda as chamadas jornadas de junho e julho de 2013, a eleição presidencial de 2014, o processo de impeachment, todo o tempo da Operação Lava Jato até a ida de Sergio Moro para o Ministério da Justiça, a greve dos caminhoneiros, o assassinato de Marielle Franco, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o governo Temer, a prisão de Lula, as fake news que dominaram as eleições e a vitória de Bolsonaro.

Foram entrevistados quatro ex-presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer. Lula respondeu por carta, porque o documentário não obteve autorização da Justiça para entrevistá-lo em Curitiba. O pedido foi feito depois da eleição, negado pela juíza de primeira instância e encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não se manifestou.

Personagens centrais, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF na época do impeachment, e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também concederam entrevistas. Foram ouvidos ainda cidadãos que viveram a crise dos últimos cinco anos. Bolsonaro e Moro foram convidados a dar entrevistas, mas recusaram. Moro respondeu por escrito à carta de Lula.

O documentário é um convite para o público brasileiro refletir sobre os acontecimentos recentes da história do país, que radicalizaram a opinião pública e nos trouxeram até o momento atual. O Brasil despontou no cenário mundial como uma potência e tudo se esfacelou em menos de uma década. No exterior, muita gente não entendeu nada. O país perdeu a sua relevância para o resto do mundo e ficou prisioneiro de um enredo interno de crise econômica e instabilidade política. Compreender o que aconteceu me parece fundamental para evitar o aprofundamento da crise e um retrocesso civilizatório.


Hotsite do documentário: https://www.bbc.co.uk/programmes/n3ct5frg

sábado, janeiro 12, 2019

Conheça Plural, de Reynaldo Bessa e Paulo César de Carvalho

Hoje, às 20h30, tem Reynaldo Bessa no Brazileria.
Conheça uma das músicas do repertório do próximo CD do artista, que está em fase de produção. Plural tem letra do poeta Paulo César de Carvalho. Confira a versão acústica e exclusiva.






Reynaldo Bessa e os psicodélicos da Tia Lalinha, no show “A poesia não salva, a poesia valsa”
Sábado, 12 de janeiro de 2018, às 20h30.
Brazileria – Rua Clélia, 285
Telefone para informações e reservas: 11 – 2628-4211
Livros e discos à venda no local.
Ingresso: 25 reais

PLURAL
(Reynaldo Bessa / Paulo César de Carvalho)

Meu lar em mil falares
Meu luar em mil lugares
Tenho um ar de muitos ares
Sou mar de muitos mares
Sou muitos não repares

Sou tantos não compares
Sou vários não separes
Sou par de muitos pares
Sem apesar nem pesares
Meus encantos em tantos cantares
Meus prantos em vários bares

Sou tantos quanto sonhares
Os contrários que encontrares
Todos os santos em meus altares
Em todos os cantos meus calcanhares
Acredite: sou Afrodite, sou Ares

terça-feira, janeiro 01, 2019

De quem é a música "Botei uma flor na janela" que viralizou no whatsapp?

Tela ‘Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz’, de LliaMmittarakis

Muito provavelmente você recebeu neste fim de ano uma mensagem, em forma de clip, que começa com imagens do Cristo Redentor, Iemanjá e de São Jorge; e diz na primeira estrofe "Botei uma flor na janela, pra Iemanjá ver o mar". Eu recebi uma dezena de mensagens com essa música. 

Talvez você também tenha se perguntado sobre a autoria dela. Acredito que tão grave quanto espalhar uma "fake news", sem checar antes, é viralizar uma música sem dar o devido crédito. Aliás, também falta citar de quem são as telas que compõem a imagem do videoclip, que pode ser conferido abaixo:



A música, que na verdade se chama "Bons Caminhos", já havia sido espalhada no ano passado, quando foi criada justamente como mensagem de Natal. Mas com o aumento exponencial do WhatsApp como rede social, agora em 2018, o alcance foi muito além.

A autoria da composição é atribuída ao jornalista e músico Sergio mesquita de Barros


"A gente não tem que ter muito
A gente precisa é ser mais"

Fui atrás de informações e o que encontrei foi um vídeo da gravadora "Cedro Rosa Music": 



Acompanhe a letra da música "Bons Caminhos":

Botei uma flor na janela
Pra Iemanjá ver do mar
Da lua, olhando pra ela
São Jorge vai abençoar

Com a força que vem com as ondas
E os raios que vêm do luar
Encontro amor e alegria
Pro ano que vai começar

Desejo pro ano que vem
Tudo de bom e do bem
Pra você para os seus

Dê boas vindas aos sonhos
Tristezas e mágoas, adeus
Procure pelos bons caminhos
Estradas de luz e de paz

A gente não tem que ter muito
A gente precisa é ser mais


E as obras de arte, de quem são?

De acordo com vídeo publicado no fim do ano passado, por Angelo de Souza, no Youtube, aí vai a relação de obras e respectivos artistas: 

1. LliaMmittarakis: ‘Rio de Janeiro, gosto de você, gosto dessa gente feliz’; 2. Helena Coelho: 'Feliz Ano Novo'; 3. Ariane Krelling: 'São Jorge'; 4. Airton das Neves: 'À Beira-mar'; 5. Duca: 'Caraíva'; 6. Luciana Mariano: 'Réveillon'; 7. Maldonado Díaz: 'Mosaico de tradiciones en el llano'; 8. Raquel Galena: 'Cidade do Sonho'; 9. Valquíria Barros: 'Ciranda de flores'; 10. Adriano Dias: 'Roda de ciranda'; 11. Luciana Marinho: 'Gaiolas'; 12. Ernane Cortat: 'O Violeiro'; 13. Ângela Gomes: 'A Caminho do convento'; 14. Ângela Gomes: 'Convento da Penha'; 15. Luciana Marinho: 'Fazendo'; 16. Meire Lopes: 'Lugarejo'

Com os devidos créditos, a equipe do Blog Peças Raras aproveita para desejar que principalmente a frase final ecoe durante todo o novo ano: "A gente não tem que ter muito / a gente precisa é ser mais".

BÔNUS:
No site da Cedro Rosa, há outra versão da música, com arranjo instrumental ao fundo. Confira: http://online.cedrorosadigital.com.br/o/s/mFz31bYNE5

sábado, dezembro 29, 2018

Relembre o primeiro tema de fim de ano da extinta Cidade FM, de São Paulo

Capa de fita com tema de fim de ano de 1988, em que os locutores e a equipe da Cidade FM aparecem

(se o player não estiver visível, clique aqui)


Ouça Rony Magrini (atualmente na Rádio Capital AM de São Paulo) explicando brevemente como foi produzido o primeiro tema de fim de ano da antiga Cidade FM, que reuniu o elenco de locutores da época, em 1980: Paulinho Leite, Luiz Henrique Romagnolli, Beto Rivera, Bob Floriano, Celene Araújo e o próprio Rony Magrini. 

Aliás, todos são citados na letra da paródia da música The Sugarhill Gang, de Rapper's Delight, grande sucesso daquele ano.




quarta-feira, dezembro 19, 2018

Natalino: nosso conto de fim de ano


Audiodrama traz o Natal visto pelos olhos realistas e, ao mesmo tempo, mágicos de uma criança
Ilustração de Alexandre Rampazo, para o livro Natalinho, escrito por Eliandro Rocha e recém-lançado pela Editora Escrita Fina


Assim como no ano passado, com “OCientista e a Criança”, o Instituto NET Claro Embratel prepara uma mensagem especial para todos os amigos, parceiros, apoiadores e, em especial, a você que acredita que, mesmo diante da realidade, é possível ver a esperança nos olhos de toda criança.
Desta vez, adaptamos um conto de fim de ano escrito por Eliandro Rocha e que acaba de chegar às livrarias.
O áudio narra a história de Natalino, que – assim que dezembro chega – fica ansioso pela chegada do Papai Noel, mas sua mãe adverte: nem adianta esperar, que ele não vai conseguir deixar os presentes. A família tem muitos cachorros, como o Bom Velhinho iria entrar sem ganhar uma mordida?

Quer saber o que acontece no resto da história? Então, aceite nosso convite para se emocionar e ouça o audiodrama produzido especialmente para você. 


Créditos:
As trilhas de fundo utilizadas no áudio são de Reynaldo Bessa e Madan. A música de Natal é “Magic Christmas” e está sob licença “Creative Commons” em https://freesound.org/people/lena_orsa/sounds/442791/
A música que encerra o audiodrama é “Paraíso” (Madan e José Paulo Paes) e está disponível em https://soundcloud.com/kecobrandaomusica/para-so_madan_arranjo-e-produ?in=kecobrandaomusica/sets/brincando-com-palavras-madan 

Lucas (o Natalino do áudio), aos 2 anos de idade

sábado, dezembro 15, 2018

Cultura pode acabar restrita à visão assistencialista em novo governo


José Roberto Sadek durante aula na FAAP (Crédito: Marcelo Abud)

A partir de janeiro de 2019, com a posse do novo presidente da República, a Cultura deixa de ter um Ministério exclusivamente dedicado a ela. Nesta edição, o Instituto NET Claro Embratel conversa com o gestor público de cultura, que já atuou como diretor da TV Escola, e é ex-secretário de Cultura em São Paulo, José Roberto Sadek.

Ele analisa o que deve mudar com a criação do Ministério da Cidadania, que passa a reunir a cultura com outras áreas, como Desenvolvimento Social, Esporte e política anti-drogas. “Parece que este ‘ministério de variedades’ tem como linha comum o assistencialismo. A gente está instrumentalizando a cultura para fazer aquilo que não é o central dela. O central da cultura é a produção cultural para as pessoas usufruírem, pensarem, se divertirem, questionarem quem são e como se comportam”, defende o também professor de roteiro da FAAP, que foi entrevistado por mim para o podcast do Instituto NET Claro Embratel (você pode ouvir o áudio aqui e também nos principais agregadores de áudio, como o Spotify e o Google Podcasts).


“A Cultura vai pro Ministério da Cidadania, que parece ser o lugar pra onde vai tudo o que ninguém sabe onde por. Não há Ministro que seja craque em Cultura, assistência social, combate às drogas”


Ele defende que a medida vai prejudicar muito o setor: “Um dos motivos pelos quais a cultura deve ficar sozinha é que, além de significar cerca de 4% do PIB, apresenta alta complexidade de suas atividades fim: de games a circo, de concertos de música clássica a saraus da periferia, a gama de assuntos é enorme e complexa”.

O bate-papo sobre o que deve acontecer com a pasta da Cultura ao ser associada a outras tão diversas no Ministério da Cidadania foi muito rico. Você pode conferi-lo na íntegra, no player abaixo. 

Na entrevista, Sadek ressalta que a cultura vai muito além da Lei Rouanet e está ligada à identidade do País e que, portanto, é um universo diverso e complexo. Isto, por si só, justificaria a manutenção de um ministério exclusivo. O professor fala ainda sobre a ligação intrínseca entre cultura e liberdade de expressão, mas que isto não significa que as obras artísticas são apenas críticas ao governo e que, quanto mais panfletárias, menos alcançam o público em geral. 

Em outro momento da conversa é feita uma análise da associação que já houve entre cultura e educação e uma projeção de com que áreas cultura se encaixaria melhor, caso fosse mesmo necessária a fusão com outras pastas. O turismo seria uma melhor opção, segundo o professor.

Para finalizar, Sadek aponta como cada um de nós pode contribuir para que a cultura não fique restrita apenas e tão somente a um papel assistencialista, papel que ela também cumpre, mas não deveria ser o centro de sua expressão.

O podcast do Instituto NET Claro Embratel está também nos principais agregadores de áudio. Inscreva-se pelo Google Podcasts ou por onde preferir e receba as atualizações sempre que entrar no aplicativo.