quinta-feira, maio 31, 2018

Na Geral estreia na Kiss FM


Daqui a pouco, às 18h30, tem a estreia do Na Geral com Beto Hora, Ze Paulo e Lelio na Rádio Kiss FM - 102.1. Enquanto o trio se prepara, que tal ouvir uma entrevista sobre a origem do programa, que foi ao ar pela primeira vez há quase 20 anos na então também rádio rock Brasil 2000:






Atualização em 28 de junho de 2018: Ouça a estreia do programa que mistura futebol e humor, na Kiss FM, em 1º de junho:


Nota de falecimento - Audálio Dantas

O jornalista Audálio Dantas, 88 anos, faleceu na tarde desta quarta-feira (30/05) no Hospital Premier, em São Paulo, onde estava internado desde abril deste ano, vítima de complicações devido a um câncer de intestino.

Dantas completaria 89 anos no próximo dia 08 de julho. Deixa esposa e quatro filhos.

O velório será realizado nesta quinta, 31/05, das 12h às 20h, no Espaço Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, situado na Rua Rego Freitas, 530 - sobreloja.

O maestro Martinho Lutero junto com o Coro Luther King apresentará um concerto de despedida às 19:30. Em seguida o corpo seguirá para o crematório da Vila Alpina, onde ocorrerá a cerimônia de despedida às 11h de sexta-feira, 01/06.

No ano passado, o jornalista criou o "Canal do Audálio" no YouTube, em que relembrou algumas de suas histórias profissionais:
https://m.youtube.com/channel/UC22EKQ-bPhpjp-RLgL9NpJA

Deste conteúdo extraí um trecho do depoimento de Dantas sobre a descoberta da escritora Carolina Maria de Jesus, em áudio sobre o livro "Quarto de Despejo", que pode ser ouvido aqui:
https://www.institutonetclaroembratel.org.br/educacao/nossas-novidades/podcasts/carolina-maria-de-jesus/

Nascido em Tanque D’arca, em 8 de julho de 1929, Audálio Ferreira Dantas veio para São Paulo ainda menino – uma primeira vez com os pais, aos cinco anos, e depois aos 12, para encontrar-se com a mãe.

Autodidata, Audálio Dantas foi jornalista de profissão. Sua história como repórter começou quando ele trabalhava em um laboratório de fotografia na Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo), revelando fotos do italiano Luigi Mamprin, em 1954. Aos poucos ele começou a acompanhar repórteres nas ruas fazendo as legendas das próprias fotos e, posteriormente,  escrevendo reportagens sobre temas do cotidiano.

Certa vez, em 1956, foi escalado para viajar até Paulo Afonso, na Bahia, onde deveria escrever sobre a inauguração da nova hidrelétrica do São Francisco. Voltou de lá não apenas com a reportagem sobre o impacto econômico da nova construção como também com quase dez outros textos e fotos sobre assuntos apurados no local.

Seu espírito compartilhador se revela em suas produções jornalísticas. Foi com a ajuda do repórter que a escritora e poetisa Carolina Maria de Jesus tornou-se conhecida. Audálio organizou os escritos da moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Essa reportagem é a que ele considerava a mais importante de sua vida.

Audálio passou por quase todos os principais veículos de jornalismo de sua época, como O Cruzeiro, revista Quatro Rodas e VejaSP. Também produziu uma série de reportagens sobre Canudos (BA), que estava fadada a desaparecer com a represa do rio Vaza-Barris.

Em 1975, quando exercia o cargo de presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), foi peça chave na denúncia do assassinato brutal de Vladimir Herzog, seu colega de profissão. O ato ecumênico ocorrido na catedral da Sé em 31 de outubro de 1975 foi fundamental no caminho de redemocratização do país.

Ele também foi presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o primeiro eleito por voto direto.

Além do jornalismo, Dantas foi escritor e leitor ávido de grandes nomes da literatura brasileira, como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos.

Foi também deputado federal em 1978, considerado um dos mais influentes do país. Recebeu o prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU e, em 2013, foi presidente da Comissão Nacional da Memória, Justiça e Verdade dos Jornalistas Brasileiros.

Em 2008, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo. Foi agraciado com o prêmio Intelectual do Ano (Troféu Juca Pato) em 2013 e vencedor do Prêmio Jabuti de 2016. No ano passado foi homenageado com o Prêmio Averroes - Pioneiro e Compartilhador, dedicado a valorizar a trajetória e pioneirismo de grandes personalidades brasileiras.

quarta-feira, maio 30, 2018

Manifestação: clipe em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos reúne dezenas de artistas



Em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 57 anos da Anistia Internacional, foi lançado nesta segunda-feira, 28 de maio, o clipe de "Manifestação", canção protesto que ilustra campanha de conscientização e alerta sobre violações comuns de direitos humanos em nosso país e cita homicídios, racismo, LGBTfobia e falta de moradia, entre outros. O clipe reúne umas série de artistas nacionais, de Fernanda Montenegro a Chico Buarque. Assista.

A composição é de Xuxa Levy, Russo Passapusso e Rincon Sapiência, com letra de Carlos Rennó.


Participam do clipe: Criolo, Pericles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Rincon Sapiencia, Siba, Xenia França, Ellen Oleria, BNegao, Filipe Catto, Chico César, Paulinho Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luis, Marcelino Freire, Ana Canãs, Marcelo Jeneci, Márcia Castro, Russo Passapusso, Larissa Luz, Ludmilla, Chico Buarque, Camila Pitanga, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella e Roberta Estrela D'Alva, Siba Veloso e Marcelo Jeneci.

terça-feira, maio 29, 2018

Escola usa radionovela como estímulo à leitura


Com criação e produção, alunos ainda aprimoram vocabulário e escrita

O diretor Giba Pedroza auxilia as aulas de língua portuguesa da professora Maria Ângela Biazin, para a realização das radionovelas com os alunos do 5º ano da Escola La Fontaine (Crédito: Marcelo Abud)



O conto tradicional brasileiro “Bicho de palha”, a fantástica narrativa de “O Valente soldadinho de chumbo”, de Hans Christian Andersen, a incrível história de “A bruxa da rua Mufetar”, publicada no livro “Contos da Rua Broca”, de Pierri Gripari. Essas são algumas das adaptações que saem das páginas da literatura e ganham voz e sons em radionovelinhas de contos infantis.
Em um estúdio de rádio montado na Escola La Fontaine, de Jundiaí, alunos do 5º ano do ensino fundamental se dividem entre narradores, atores e uma grande equipe de sonoplastia e sonorização, “que é uma lindeza”, segundo Pedroza.  A turma também se envolve com a escolha e adaptação dos textos clássicos da literatura infantil e juvenil, que são divididos em quatro capítulos nas “radionovelinhas”.
No áudio, o Instituto NET Claro Embratel confere um dia de ensaio no estúdio e ouve o elenco, a produção, a equipe da escola, além do diretor e contador de histórias, Giba Pedroza, e da professora de Língua Portuguesa, Maria Ângela Biazin. Para ela, “a radionovela proporciona uma aula diferente e desperta nos alunos o gosto pela leitura, que abre porta para tudo, ao trabalhar o entendimento de texto, a ortografia e a oralidade”.
Narradora, Maria Fernanda, de 10 anos, corrobora a opinião da professora: “meu vocabulário está aumentando, eu estou aprendendo novas palavras. Tenho de saber falar corretamente”. Já a roteirista Eduarda, que também tem 10 anos, reforça que criar as falas das personagens é algo diferente do que faz no dia a dia da escola e que isso a estimula a escrever melhor.
Conhecido contador de histórias, Giba Pedroza se surpreendeu ao receber o convite da escola e se deparar com o estúdio de rádio que encontrou. “Eu fiquei muito feliz, porque o rádio é um instrumento educacional muito forte, que estimula a imaginação”, afirma. Durante o ensaio, isto pode ser comprovado. O pequeno Rafael se transforma em um gigante loiro de cerca de 6 metros de altura e olhos azuis, na trama em que é um dos atores.

A professora Maria Ângela Biazin cita criatividade e organização como os principais benefícios que a prática traz para os alunos e ressalta que isso reflete nas demais atividades na escola. “Na sala de aula, precisamos de muita criatividade em todos os momentos, não só na aula de Português. Já a organização traz disciplina à turma”. E conclui: “Eles gostam muito (das aulas de rádio) porque sai do natural. Para os alunos, escola é carteira e lousa. De repente, eles estão fazendo um trabalho em que demonstram toda a potencialidade que têm”. 


sexta-feira, maio 18, 2018

Especial Copa: convocamos uma peça rara do futebol-arte, Diego Freestyle

Diego em aula no Instituto Neymar Jr. (reprodução do YouTube)


Produzimos mais um áudio para o canal de Cidadania do Instituto NET Claro Embratel. Desta vez, às vésperas da Copa do Mundo da Rússia, o atleta de futebol estilo livre, Diego Freestyle, foi convocado para narrar sua história inspiradora. 

O podcast está neste link!


O Brasil já foi conhecido como o país do futebol. E se o assunto é futebol arte, pode-se escalar uma seleção de craques que encantaram e ainda hoje fazem bonito pelo mundo. Ao aliar essas duas qualidades, esporte e arte, Diego Oliveira é um dos principais atletas de uma modalidade esportiva que tem conquistado adeptos no mundo todo, o “fresstyle” ou futebol estilo livre. 
Desde os 7 anos de idade, com o apoio dos pais, Diego já estava em escolinha de futebol. Na escola, a paixão pela educação física era evidente. Até os 19 anos perseguiu o sonho de atuar profissionalmente e chegou a participar das categorias de base do Corinthians, Portuguesa e Matonense. 
Quando havia decidido abandonar o futebol para fazer faculdade e começar a a trabalhar, vê uma série de comerciais de TV com craques do futebol brasileiro fazendo malabarismos com a bola. Isso, aliado ao crescimento da internet como plataforma de vídeos independentes, reaproximou o jovem de sua realização. Em 2007, resolve fazer um vídeo em que aparecia imitando seu ídolo Ronaldinho Gaúcho na série publicitária “Joga Bonito”. Não demora para o próprio Diego passar a estrelar comerciais na TV. Nos últimos 10 anos, Diego Freestyle já esteve em mais de 30 países ensinando sua arte e representando o Brasil em torneios internacionais. 
No áudio, você confere o depoimento em que ele relata a trajetória até aqui e fala das ações sociais que participa, como forma de retribuição às inúmeras vitórias que conquistou na vida pessoal e profissional. Sobre uma dessas iniciativas, afirma: “Participar desses jogos, como o ‘Fome só de bola’ me permite realizar o sonho de jogar ao lado de vários jogadores que sempre sonhei e ainda ajudar o próximo”. Em um desses jogos, realizado em dezembro de 2017, foram arrecadas 18 toneladas de alimentos, distribuídas para 130 entidades.


Sobre o futebol freestyle
O futebol freestyle é uma modalidade esportiva em que o jogador realiza “tricks” (manobras) com a bola e demonstra sua habilidade ao equilibrá-la de maneira criativa no corpo. 
Ronaldinho Gaúcho e Cristiano Ronaldo são considerados pioneiros dessa arte, que se torna conhecida em todo o mundo a partir de vídeos postados por eles na internet.  
Desde 2009, o futebol freestyle conta com uma federação internacional que agrupa cerca de 80 países de todas as partes do mundo.  

Créditos
As músicas utilizadas na edição do podcast são: “Rap do Diego Freestyle” (homenagem criada e interpretada pelo rapper angolano Kanhanga) e “Baião destemperado” (Barbatuques).

Curiosidade
Diego interpretou o dublê do personagem Skavurska em comercial da NET. A propósito, seria um vídeo muito apropriado para a Copa do Mundo da Rússia. Assista abaixo e veja se concorda.