domingo, junho 17, 2018

Como buscar Peças Raras neste blog

Na parte superior desta página, você encontra uma caixa de busca, conforme ilustração abaixo (no celular, é preciso alterar para "versão para web"):


Se procura por algum programa específico ou tema relacionado ao rádio, nesse espaço digite exatamente o que deseja ouvir. Sua pesquisa terá um melhor resultado se você colocar este assunto entre aspas. Depois, é só dar "enter" e divertir-se.

Boa viagem pelas ondas do rádio.

Fique em sintonia com nossas peças raras também em:










Abaixo, você encontra uma série de episódios do podcast Peças Raras. Divirta-se!

Memória da Rádio Bandeirantes relembra a Copa de 62




O programa Memória, produzido e apresentado por Milton Parron na Rádio Bandeirantes, apresentou uma série com as histórias de todas as Copas do Mundo. Aqui você acompanha o que aconteceu na de 62, com narrações (imagino que seja da Panamericana) e entrevistas. Na foto, imagem da transmissão no centro de São Paulo, com o painel luminoso e narração de Edson Leite e Pedro Luiz na Praça da Sé (saiba mais e ouça depoimentos de pessoas que acompanharam essa transmissão neste link)



quinta-feira, maio 31, 2018

Na Geral estreia na Kiss FM


Daqui a pouco, às 18h30, tem a estreia do Na Geral com Beto Hora, Ze Paulo e Lelio na Rádio Kiss FM - 102.1. Enquanto o trio se prepara, que tal ouvir uma entrevista sobre a origem do programa, que foi ao ar pela primeira vez há quase 20 anos na então também rádio rock Brasil 2000:




Eu e a turma do Na Geral: Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória e Beto Hora. 
Em agosto de 2008, fui o vencedor da promoção Papai Na Geral e o 
programa foi transmitido do salão de festa do meu prédio.




Nota de falecimento - Audálio Dantas

O jornalista Audálio Dantas, 88 anos, faleceu na tarde desta quarta-feira (30/05) no Hospital Premier, em São Paulo, onde estava internado desde abril deste ano, vítima de complicações devido a um câncer de intestino.

Dantas completaria 89 anos no próximo dia 08 de julho. Deixa esposa e quatro filhos.

O velório será realizado nesta quinta, 31/05, das 12h às 20h, no Espaço Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, situado na Rua Rego Freitas, 530 - sobreloja.

O maestro Martinho Lutero junto com o Coro Luther King apresentará um concerto de despedida às 19:30. Em seguida o corpo seguirá para o crematório da Vila Alpina, onde ocorrerá a cerimônia de despedida às 11h de sexta-feira, 01/06.

No ano passado, o jornalista criou o "Canal do Audálio" no YouTube, em que relembrou algumas de suas histórias profissionais:
https://m.youtube.com/channel/UC22EKQ-bPhpjp-RLgL9NpJA

Deste conteúdo extraí um trecho do depoimento de Dantas sobre a descoberta da escritora Carolina Maria de Jesus, em áudio sobre o livro "Quarto de Despejo", que pode ser ouvido aqui:
https://www.institutonetclaroembratel.org.br/educacao/nossas-novidades/podcasts/carolina-maria-de-jesus/

Nascido em Tanque D’arca, em 8 de julho de 1929, Audálio Ferreira Dantas veio para São Paulo ainda menino – uma primeira vez com os pais, aos cinco anos, e depois aos 12, para encontrar-se com a mãe.

Autodidata, Audálio Dantas foi jornalista de profissão. Sua história como repórter começou quando ele trabalhava em um laboratório de fotografia na Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo), revelando fotos do italiano Luigi Mamprin, em 1954. Aos poucos ele começou a acompanhar repórteres nas ruas fazendo as legendas das próprias fotos e, posteriormente,  escrevendo reportagens sobre temas do cotidiano.

Certa vez, em 1956, foi escalado para viajar até Paulo Afonso, na Bahia, onde deveria escrever sobre a inauguração da nova hidrelétrica do São Francisco. Voltou de lá não apenas com a reportagem sobre o impacto econômico da nova construção como também com quase dez outros textos e fotos sobre assuntos apurados no local.

Seu espírito compartilhador se revela em suas produções jornalísticas. Foi com a ajuda do repórter que a escritora e poetisa Carolina Maria de Jesus tornou-se conhecida. Audálio organizou os escritos da moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Essa reportagem é a que ele considerava a mais importante de sua vida.

Audálio passou por quase todos os principais veículos de jornalismo de sua época, como O Cruzeiro, revista Quatro Rodas e VejaSP. Também produziu uma série de reportagens sobre Canudos (BA), que estava fadada a desaparecer com a represa do rio Vaza-Barris.

Em 1975, quando exercia o cargo de presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), foi peça chave na denúncia do assassinato brutal de Vladimir Herzog, seu colega de profissão. O ato ecumênico ocorrido na catedral da Sé em 31 de outubro de 1975 foi fundamental no caminho de redemocratização do país.

Ele também foi presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o primeiro eleito por voto direto.

Além do jornalismo, Dantas foi escritor e leitor ávido de grandes nomes da literatura brasileira, como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos.

Foi também deputado federal em 1978, considerado um dos mais influentes do país. Recebeu o prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU e, em 2013, foi presidente da Comissão Nacional da Memória, Justiça e Verdade dos Jornalistas Brasileiros.

Em 2008, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo. Foi agraciado com o prêmio Intelectual do Ano (Troféu Juca Pato) em 2013 e vencedor do Prêmio Jabuti de 2016. No ano passado foi homenageado com o Prêmio Averroes - Pioneiro e Compartilhador, dedicado a valorizar a trajetória e pioneirismo de grandes personalidades brasileiras.

quarta-feira, maio 30, 2018

Manifestação: clipe em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos reúne dezenas de artistas



Em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 57 anos da Anistia Internacional, foi lançado nesta segunda-feira, 28 de maio, o clipe de "Manifestação", canção protesto que ilustra campanha de conscientização e alerta sobre violações comuns de direitos humanos em nosso país e cita homicídios, racismo, LGBTfobia e falta de moradia, entre outros. O clipe reúne umas série de artistas nacionais, de Fernanda Montenegro a Chico Buarque. Assista.

A composição é de Xuxa Levy, Russo Passapusso e Rincon Sapiência, com letra de Carlos Rennó.


Participam do clipe: Criolo, Pericles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Rincon Sapiencia, Siba, Xenia França, Ellen Oleria, BNegao, Filipe Catto, Chico César, Paulinho Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luis, Marcelino Freire, Ana Canãs, Marcelo Jeneci, Márcia Castro, Russo Passapusso, Larissa Luz, Ludmilla, Chico Buarque, Camila Pitanga, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella e Roberta Estrela D'Alva, Siba Veloso e Marcelo Jeneci.

terça-feira, maio 29, 2018

Escola usa radionovela como estímulo à leitura


Com criação e produção, alunos ainda aprimoram vocabulário e escrita

O diretor Giba Pedroza auxilia as aulas de língua portuguesa da professora Maria Ângela Biazin, para a realização das radionovelas com os alunos do 5º ano da Escola La Fontaine (Crédito: Marcelo Abud)



O conto tradicional brasileiro “Bicho de palha”, a fantástica narrativa de “O Valente soldadinho de chumbo”, de Hans Christian Andersen, a incrível história de “A bruxa da rua Mufetar”, publicada no livro “Contos da Rua Broca”, de Pierri Gripari. Essas são algumas das adaptações que saem das páginas da literatura e ganham voz e sons em radionovelinhas de contos infantis.
Em um estúdio de rádio montado na Escola La Fontaine, de Jundiaí, alunos do 5º ano do ensino fundamental se dividem entre narradores, atores e uma grande equipe de sonoplastia e sonorização, “que é uma lindeza”, segundo Pedroza.  A turma também se envolve com a escolha e adaptação dos textos clássicos da literatura infantil e juvenil, que são divididos em quatro capítulos nas “radionovelinhas”.
No áudio, o Instituto NET Claro Embratel confere um dia de ensaio no estúdio e ouve o elenco, a produção, a equipe da escola, além do diretor e contador de histórias, Giba Pedroza, e da professora de Língua Portuguesa, Maria Ângela Biazin. Para ela, “a radionovela proporciona uma aula diferente e desperta nos alunos o gosto pela leitura, que abre porta para tudo, ao trabalhar o entendimento de texto, a ortografia e a oralidade”.
Narradora, Maria Fernanda, de 10 anos, corrobora a opinião da professora: “meu vocabulário está aumentando, eu estou aprendendo novas palavras. Tenho de saber falar corretamente”. Já a roteirista Eduarda, que também tem 10 anos, reforça que criar as falas das personagens é algo diferente do que faz no dia a dia da escola e que isso a estimula a escrever melhor.
Conhecido contador de histórias, Giba Pedroza se surpreendeu ao receber o convite da escola e se deparar com o estúdio de rádio que encontrou. “Eu fiquei muito feliz, porque o rádio é um instrumento educacional muito forte, que estimula a imaginação”, afirma. Durante o ensaio, isto pode ser comprovado. O pequeno Rafael se transforma em um gigante loiro de cerca de 6 metros de altura e olhos azuis, na trama em que é um dos atores.

A professora Maria Ângela Biazin cita criatividade e organização como os principais benefícios que a prática traz para os alunos e ressalta que isso reflete nas demais atividades na escola. “Na sala de aula, precisamos de muita criatividade em todos os momentos, não só na aula de Português. Já a organização traz disciplina à turma”. E conclui: “Eles gostam muito (das aulas de rádio) porque sai do natural. Para os alunos, escola é carteira e lousa. De repente, eles estão fazendo um trabalho em que demonstram toda a potencialidade que têm”. 


sexta-feira, maio 18, 2018

Especial Copa: convocamos uma peça rara do futebol-arte, Diego Freestyle

Diego em aula no Instituto Neymar Jr. (reprodução do YouTube)


Produzimos mais um áudio para o canal de Cidadania do Instituto NET Claro Embratel. Desta vez, às vésperas da Copa do Mundo da Rússia, o atleta de futebol estilo livre, Diego Freestyle, foi convocado para narrar sua história inspiradora. 

O podcast está neste link!


O Brasil já foi conhecido como o país do futebol. E se o assunto é futebol arte, pode-se escalar uma seleção de craques que encantaram e ainda hoje fazem bonito pelo mundo. Ao aliar essas duas qualidades, esporte e arte, Diego Oliveira é um dos principais atletas de uma modalidade esportiva que tem conquistado adeptos no mundo todo, o “fresstyle” ou futebol estilo livre. 
Desde os 7 anos de idade, com o apoio dos pais, Diego já estava em escolinha de futebol. Na escola, a paixão pela educação física era evidente. Até os 19 anos perseguiu o sonho de atuar profissionalmente e chegou a participar das categorias de base do Corinthians, Portuguesa e Matonense. 
Quando havia decidido abandonar o futebol para fazer faculdade e começar a a trabalhar, vê uma série de comerciais de TV com craques do futebol brasileiro fazendo malabarismos com a bola. Isso, aliado ao crescimento da internet como plataforma de vídeos independentes, reaproximou o jovem de sua realização. Em 2007, resolve fazer um vídeo em que aparecia imitando seu ídolo Ronaldinho Gaúcho na série publicitária “Joga Bonito”. Não demora para o próprio Diego passar a estrelar comerciais na TV. Nos últimos 10 anos, Diego Freestyle já esteve em mais de 30 países ensinando sua arte e representando o Brasil em torneios internacionais. 
No áudio, você confere o depoimento em que ele relata a trajetória até aqui e fala das ações sociais que participa, como forma de retribuição às inúmeras vitórias que conquistou na vida pessoal e profissional. Sobre uma dessas iniciativas, afirma: “Participar desses jogos, como o ‘Fome só de bola’ me permite realizar o sonho de jogar ao lado de vários jogadores que sempre sonhei e ainda ajudar o próximo”. Em um desses jogos, realizado em dezembro de 2017, foram arrecadas 18 toneladas de alimentos, distribuídas para 130 entidades.


Sobre o futebol freestyle
O futebol freestyle é uma modalidade esportiva em que o jogador realiza “tricks” (manobras) com a bola e demonstra sua habilidade ao equilibrá-la de maneira criativa no corpo. 
Ronaldinho Gaúcho e Cristiano Ronaldo são considerados pioneiros dessa arte, que se torna conhecida em todo o mundo a partir de vídeos postados por eles na internet.  
Desde 2009, o futebol freestyle conta com uma federação internacional que agrupa cerca de 80 países de todas as partes do mundo.  

Créditos
As músicas utilizadas na edição do podcast são: “Rap do Diego Freestyle” (homenagem criada e interpretada pelo rapper angolano Kanhanga) e “Baião destemperado” (Barbatuques).

Curiosidade
Diego interpretou o dublê do personagem Skavurska em comercial da NET. A propósito, seria um vídeo muito apropriado para a Copa do Mundo da Rússia. Assista abaixo e veja se concorda. 

segunda-feira, abril 09, 2018

Radiografia: Eli Corrêa, o homem sorriso do rádio



Hoje Eli Corrêa completa 66 anos de idade. Para comemorar, nosso blog reproduz novamente entrevista realizada no final de 2011. Acompanhe:

Quinta-feira, dia 8 de outubro, 15:30 h. Neste dia e horário, Eli Corrêa recebe a reportagem do Blog Peças Raras para conversar sobre as 4 décadas dedicadas ao rádio. Logo, fui recebido na recepção da Capital AM por uma figura extremamente simpática, sorridente, simples, trajando calça jeans e camiseta.

Alguns minutos depois, a entrevista tem início no local em que “o homem sorriso do rádio” se mostra ainda mais à vontade: o estúdio da emissora. Lugar, aliás, que pode ser considerado quase que uma casa, já que apresenta seu programa em dois horários e parece viver mais lá do que em seu próprio lar.

Ouça no player abaixo, a Radiografia que produzi sobre Eli Corrêa para o podcast Peças Raras

Eli não se esquiva de nenhuma resposta. Olha no olho durante a conversa. Os 40 anos dedicados ao rádio parecem que só lhe fizeram bem. Ele mantém vivacidade na voz e brilho no olhos ao falar de sua trajetória.

No bate-papo informal, o radialista revela como tudo começou. Ele lembra que, aos 9 anos, foi na escola que teve seu talento para a leitura ressaltado pela primeira vez. Desde aquele momento, o sonho de trabalhar no rádio cresceu com o garoto que vivia em Sertaneja, no Paraná.

Em meados da década de 60, o já adolescente Antonio (prenome de Eli) vai trabalhar como empacotador das casas Pernambucanas em sua cidade natal. Logo, o interesse passa a outras caixas, as acústicas. Na loja, ganha a primeira oportunidade de falar em público, com 13 anos de idade.

Mas o jovem queria ir longe. Na entrevista exclusiva, é narrada a difícil, mas bem-sucedida, trajetória até a chegada a São Paulo, no início da década de 1970, quando se vê sozinho e assustado em meio a tantos prédios e uma oportunidade de emprego perdida na estação rodoviária.

Na conversa, o comunicador revela que – diante do ultimato dado pelos pais – quase abandonou a carreira para trabalhar na sorveteria da família em Barra Bonita, interior de São Paulo. Mas o destino quis que naquela cidade Eli tivesse a primeira oportunidade profissional em uma emissora de verdade.

O ponto alto desta primeira parte da entrevista fica por conta dos comentários a respeito do quadro de maior audiência das tardes paulistanas há décadas: Que Saudade de Você. Eli conta que a ideia surgiu por acaso após tomar coragem e ler um relato mais dramático e perceber que aquele caso tinha mais repercussão do que as mensagens de amor às quais costumava se dedicar nos programas que fazia.

Ainda durante a conversa, é revelado o ritual mantido durante a leitura da carta da saudade e a história da qual se lembra com maior propriedade.

Na segunda parte da entrevista, o público ouve o que Eli Corrêa pensa sobre o rádio AM, propaganda e o contato com o público universitário. As referências radiofônicas da meninice e um momento marcante da carreira também são relatados.

Ouça mais:
Eli Corrêa na Rádio Capital AM – 1040 KHz de São Paulo

segunda-feira, abril 02, 2018

Há 45 anos "O Pulo do Gato" acorda São Paulo

Há 45 anos São Paulo acorda com o miado da Rádio Bandeirantes e seu tradicional "O Pulo do Gato".

Nesta edição especial, realizada em 2008, quando a atração estava completando seus 35 anos no ar, ouça detalhes sobre a criação do programa e trechos em que Zé Paulo de Andrade e o saudoso Hélio Ribeiro falam sobre o radiojornal.


No final, uma raridade: um pool entre a Bandeirantes, com Zé Paulo de Andrade e CBN, com Heródoto Barbeiro.





Clique aqui para baixar esse áudio

Foto: André RizzattoZé Paulo de Andrade faz "Exame de consciência" na transmissão da Pinacoteca.
Na ocasião, em 6 de maio, a Rádio Bandeirantes completou 74 anos.

quarta-feira, março 21, 2018

Física dá futebol?




Em 1997, o jogador Roberto Carlos fez um dos gols mais incríveis de sua carreira. A cobrança de falta é considerada um desafio às leis da física. Aqui você ouve o Prof. Marcos Duarte comentando esse lance. Para entender melhor a física do futebol, acesse a entrevista completa neste link do podcast do Instituto NET Claro Embratel.

segunda-feira, março 12, 2018

A sempre boa safra de Cláudio Nucci

A Musical FM está na memória daqueles que gostam de MPB e conheceram essa emissora diferenciada do início dos anos 1990, em São Paulo.
Aqui Claudio Nucci interpreta ao vivo "Quero-quero", "Sapato Velho" e "Circular", no programa "Boa Safra", apresentado pela locutora e jornalista Miriam Ramos (atualmente na USP FM).
Apesar do chiado, vale esse registro histórico e delicioso do melhor da nossa MPB.

(se o vídeo não aparecer, clique aqui para acessar diretamente do Youtube)

De volta para o presente, Claudio Nucci e Miriam Ramos voltaram a se encontrar neste dia 12 de março de 2018. Desta vez na USP FM. Acompanhe abaixo um vídeo dos bastidores do programa Via Sampa, levado ao ar diariamente, ao meio-dia na emissora.





Ouça também o encerramento do programa Via Sampa, que é apresentado de segunda a sexta, ao meio-dia. No vídeo abaixo, Nucci apresenta uma das novas músicas de seu novo trabalho chamado Integridade: "Que falta fazia encontrar você".





segunda-feira, março 05, 2018

A forma da água ou "La forma del Toro"


Não importa a forma de seus bens
A forma que vale é o quanto faz o bem

Não importa a forma como se expressa
A forma de seu sentir é sua verdadeira expressão

A forma de sua silhueta não faz diferença
É especial pela forma como dança a cada movimento

Não é sua forma que torna você mais ou menos gente,
mas sim os contornos que fazem você ser humano

A forma como pensa é mais rica quando acompanhada da forma como age.
(Marcelo Abud)

Saiba mais sobre "A forma da água" nesta crítica do site Adorocinema.

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Audiodrama: Professora por amor

Esta é uma história real! 


Clique neste link e ouça um emocionante audiodrama, em que uma premiada professora de educação física reconhece a importância fundamental de docentes que passaram por sua vida e foram fontes de inspiração para que tocasse a bola adiante. 

Sarah Duarte, em foto de Camila Ferreira
O professor Isaías que, atualmente, é diretor técnico do
centro de treinamento de futsal Emima,
em Teófilo Otoni.
Crédito: Facebook/reprodução








Em julho de 2017, a professora de educação física, Sarah Duarte Matos, foi entrevistada pelo antigo portal NET Educação para falar sobre o projeto “Xadrez ao alcance de todos”. Durante a conversa, ela citou que havia se tornado professora por influência das aulas de educação física que teve na adolescência, na escola municipal Irmã Maria Amália, em Teófilo Otoni, interior de Minas Gerais. À época com 13 anos de idade, Sarah vivia um drama pessoal. Sua mãe estava doente e isso a preocupava, o que fez com as notas despencassem.
O único momento em que aquela garota mandava a tristeza para escanteio era durante as aulas de educação física, pois o professor Isaias incentivava a turma a se empenhar ao máximo. Com isso, nascia ali, a primeira vitória de Sarah rumo a uma série de conquistas que a vida lhe traria.
Hoje, Sarah é uma premiada professora de educação física e o sonho dela era retribuir todo o carinho que recebeu daquele professor que a incentivou. Depois de duas décadas sem contato com o professor Isaias, finalmente, teve a oportunidade de revelar a ele o quanto o amor que dedica à profissão fez e faz a diferença para o futuro de crianças e jovens.
Neste audiodrama, com trilha sonora de Reynaldo Bessa e atuações dos artistas Fernando Silveira e Cida Torlai, além da narração da própria Sarah Duarte, você vai se emocionar com mais detalhes desta história e comprovar como o amor pode transformar a vida de estudantes e professores.

terça-feira, fevereiro 20, 2018

Um toque sobre o início independente do Kid Abelha

Capa da coletânea Rock Voador
Em agosto de 2007, eu era produtor do boletim O Toque, que era apresentado dentro do programa Tons do Brasil, de Shirley Espíndola. Neste trecho que estou disponibilizando aqui em nossas peças raras, você acompanha a primeira música gravada pelo Kid Abelha, "Vida de cão é chato pra cachorro". A composição foi lançada no início dos anos 1980, como parte da coletânea "Rock Voador". Acompanhe no player abaixo.


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Sangha Indian Groove e uma aula de música pelo rádio



Acompanhe no player abaixo a edição do programa Via Sampa com a banda Sangha Indian Groove, exibida ao vivo no dia 1º de fevereiro de 2018.


A música no rádio já foi valorizada em projetos interessantes e que funcionam como formadores de público e de músicos propriamente ditos. Nos primórdios desse meio de comunicação, Almirante - que ficou conhecido como a maior patente do rádio - articulava temáticas com estilos inusitados, como as marchas fúnebres e as sensações que transmitem - em seu Curiosidades Musicais, desde 1935. 

Mais recentemente a Rádio Eldorado FM de São Paulo mereceu destaque por seu Sala dos Professores, conduzido por Daniel Daibem. O apresentador e músico explicava didática e deliciosamente sobre ritmos e recebia artistas para abordarem seus processos criativos. 


O Via Sampa, programa da USP FM, que teve a produtora Heloísa Granito premiada com o APCA deste ano, trouxe um programa diferente em 1º de fevereiro de 2018. A apresentadora Miriam Ramos recebeu no estúdio o Sangha Indian Groove. Em determinado momento, a atração passa a explorar os sons exóticos dos instrumentos tocados pela banda formada pelos músicos Luiz Bueno (integrante do Duofel), Marcus Santurys e Alexandre Lora. 


Ao ouvir esse áudio, você vai ter o privilégio de conhecer os instrumentos indianos sitar, dilruba, tablas e tampura eletrônica, e os efeitos que podem ter ao se misturarem aos de percussão brasileiros como: pandeiro e berimbau. A marca do trio é apresentar um repertório autoral que une sonoridades distintas, em diferentes ritmos. rompendo barreiras culturais. 
Ouça e confira com os próprios ouvidos! Boa viagem sonora!


Abaixo, trechos do programa, em vídeo:

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Fernando Meirelles, o cineambientalista: entrevista completa


Fernando Meirelles, clicado pelo fotógrafo Paulo Sene, durante entrevista ao podcast do canal de Cidadania do Instituto NET Claro Embratel

Em 22 de dezembro de 2017, de passagem pelo Brasil (estava na Argentina e embarcou para a Itália no início deste ano), no intervalo da pré-produção do filme “The Pope”, Fernando Meirelles gravou uma entrevista para o podcast do Instituto NET Claro Embratel (a edição com 8 minutos pode ser conferida aqui)

Para os amigos que comentaram e solicitaram mais sobre esse lado ambientalista do cineasta e diretor de campanhas publicitárias, no player abaixo, você pode conferir a conversa na íntegra.



(se o player não estiver visível, clique aqui para acessar o áudio)

Na sede de sua produtora O2 Filmes, Meirelles falou sobre as motivações que o levaram a se envolver com a direção do filme que vai mostrar a relação entre os papas Francisco e Bento XVI e terá Jonathan Pryce (Francisco) e Anthony Hopkins (Bento). “É uma conversa entre o Bento XVI e o Francisco. Começa na morte do João Paulo II, aí tem o primeiro conclave em que o Bento é eleito e depois o segundo conclave onde o Francisco é eleito e nesse período tem a relação deles que não é muito boa. Eles representam lados opostos da igreja e talvez visões opostas de mundo também: o mundo da tradição e o mundo da inovação. Eu topei fazer esse filme porque admiro muito o atual papa. Ele é uma das vozes mais interessantes que tem no mundo hoje. A gente tem esse sistema econômico só voltado para o consumo que tem acentuado a diferença entre pobres e ricos em nível mundial e esse papa que dirige a maior organização do mundo e é a única voz contra esse sistema”.
Ainda sobre a admiração por Francisco, destaca a encíclica “Laudato Si” (disponível em PDF neste endereço
), em que o papa fala sobre consumo e as ameaças que têm assolado o planeta.


Responsável pela direção de filmes como “Cidade de Deus” e “Ensaio sobre a Cegueira”, só para citar dois títulos, o cineasta tem defendido que o discurso ambiental pode ser mais atraente se for transmitido por meio de histórias e bons exemplos envolvendo o meio ambiente. A história de Meirelles contada nessa conversa pode ser um começo. Acompanhe alguns trechos do que você ouve no podcast:


Raízes
“Quando você entende o tamanho do problema e sabe que você pode ser parte dele ou da solução, você acaba mudando. Eu mudei muitas atitudes minhas, eu consumo, tenho minha pegada de carbono, mas planto árvore pra compensar, uso painel solar, meu carro é elétrico, eu fui mudando uma porção de coisa... quando eu fui entendendo que toda ação minha... ninguém come hambúrguer impunemente... eu gosto do hambúrguer, mas talvez eu não precise do hambúrguer. Dos danos ao planeta, do aquecimento que é o principal problema, 15 a 20% vêm da pecuária”.

Retorno ao ambiente da infância: as fazendas
“Pode ser o retorno, coisa de idade, de voltar à raiz. Mas tem a ver com preocupação, envolvimento com o tema e leitura. Nada tem mais importância do que o esgotamento do planeta que estamos causando... o tráfico, a corrupção, nada tem mais importância do que o esgotamento que está comprometendo a vida dos netos, não os meus, de todo mundo”.

“A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”
“É um dado cultural, lutar contra isso é lutar contra a cultura em que estamos inseridos, nossos pais, avós... a cultura ocidental é a do crescimento, da lógica pessoal à das empresas e do país, das corporações que são maiores do que os países, vivemos para expandir, crescer, ocupar. Colou até certo tempo, só que não tem mais espaço. Nossa ocupação degrada os espaços ocupados.
Você nasce, pequeninho, sua mãe quer que você faça uma faculdade para ganhar mais, para ter mais, lutar contra isso é difícil. Se você disser pra alguém que não precisa consumir, vão te chamar de maluco. O fato é esse, a gente precisa consumir menos. E como é que vamos conscientizar alguém disso, é difícil”.  

Olímpiadas no Brasil
“O tema de preservação do planeta foi o tema central da Olimpíada. A gente pensou que todos os países, antes do Brasil, faziam uma espécie de propaganda deles mesmos... e a gente pensou em aproveitar essa plataforma para mandar um recado mais urgente que era justamente conservar o mundo”.

Uma história transformadora
“Tem alguns filmes que não sei se muda, mas são muito bem feitos sobre meio ambiente. Tem um chamado Wolf Totem, o Espírito dos Lobos, é a história de um estudante, que na Revolução Cultural, é mandado pra morar na Mongólia... é muito legal para entender o equilíbrio da natureza e como você interferir pode dar em um desastre... explica muito bem a lógica humana do consumo e como isso colapsa o mundo”. O filme está disponível com legendas em português no YouTube.

“Eu sou Amazônia”
Foi um convite do Google Earth, eles estavam lançando uma plataforma nova – Navigator – você clica e pode ver histórias. Para lançar na América Latina e no Brasil, pediram para a gente criar uma série de histórias sobre a Amazônia.
Junto com o Google, chamamos um grupo de pessoas que conhecem muito bem a situação da Amazônia, Imazon, Isa, eram 14 pessoas aqui. Ficamos uma semana das 8 da manhã às 9 da noite, acabou que viraram 26 filmes. Todas as histórias do “Eu sou Amazônia” mostram que Amazônia só faz sentido se tiver floresta, senão vira deserto... a gente fala de culinária, soluções que tribos estão encontrando de ganhar para manter a floresta em pé, uma nova pecuária em que convive a criação de boi com a floresta”. Descubra aqui sua conexão com a Amazônia

Meirelles se dedica à história mais importante de todas, a do Planeta Terra
“O que eu faço para melhorar o mundo? Não sei se eu tento melhorar o mundo, eu tento não intensificar o problema, pelo menos ser mais solução do que problema. Minha ação é que a coisa de plantar, encher a fazenda de árvore, é que isso captura carbono... tenho 30, 40 mil árvores plantadas já... está compensando todo o consumo da minha vida”.

Novos ares
Depois de ter a oportunidade de conversar com Fernando Meirelles, que foi uma das minhas principais influências para que eu seguisse na área de Comunicação, ainda por influência do grupo Olhar Eletrônico, do qual ele fez parte, espero que a mensagem deixada aqui por ele seja a semente para que novos pensamentos fiquem enraizados em todos nós.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Fernando Meirelles respira novos ares e quer contar a história mais importante de todas: a do Planeta Terra


Cineasta e ambientalista tem se dedicado ao replantio de florestas há mais de uma década


Fernando Meirelles durante a entrevista para o Instituto NET Claro Embratel, na sede da O2 Filmes (Foto: Paulo Sene)

Clique aqui e ouça um podcast em que entrevisto o "cineambientalista" Fernando Meirelles 



Um profissional que é considerado o mais bem-sucedido em seu meio decide investir em um novo ambiente. É quando descobre sua principal natureza. Essa poderia ser a sinopse para um filme sobre a vida de Fernando Meirelles, que tem respirado outros ares.

O que faço pra melhorar o mundo?
Não sei se eu tento melhorar o mundo,
eu tento não intensificar o problema,
pelo menos ser mais solução do que problema”.
(Fernando Meirelles, ao Instituto NET Claro Embratel)

Não é todo mundo que sabe, mas, além de reconhecido cineasta, Fernando Meirelles é ambientalista. Hoje, aos 62 anos, está mais voltado ao meio ambiente do que às telas. Nas últimas duas décadas, adquiriu fazendas no interior de São Paulo e de Minas Gerais. Nelas, dedica-se a plantar mogno em larga escala e a recuperar matas ciliares e reservas legais com árvores de espécies nativas. Meirelles defende que “replantar florestas é o modo mais rápido, simples, eficiente e barato de mitigar o aquecimento global”.

O jovem que planejou estudar Biologia e se especializar em Oceanografia, no Instituto de Jacques Cousteau, acabou entrando para a FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Foi lá que começou a compreender a cidade como um ser vivo. E essa percepção foi aumentando até que em 2006 começou a refazer uma mata ciliar em uma de suas fazendas. “Do interesse por árvores e florestas, cheguei ao clima”.



No vídeo acima, Meirelles comenta sobre a abertura das Olimpíadas no Brasil

Atualmente, o “cineambientalista” está cada vez mais empenhado em ser parte da solução e não do problema. “Minha ação é plantar, encher a fazenda de árvore, porque isso captura carbono. Tenho 30, 40 mil árvores plantadas que já estão compensando todo o consumo da minha vida, mas também uso painel solar, carro elétrico e fui mudando muitas coisas.”

Morando em Carapicuíba, em meio à natureza, o diretor de filmes de sucesso como “Cidade de Deus(adaptado de livrode Paulo Lins) e “Ensaio Sobre a Cegueira(baseado na obrade José Saramago) tem se voltado mais a produções para TV, filmes e multimídias que abordam temas relacionados à  Cidadania e ao Meio Ambiente, como é o caso do projeto “Eu sou Amazônia”.  trabalho foi um convite do Google Earth, que estava lançando uma plataforma nova, o Navigator, na qual o internauta clica e assiste histórias.

Para o lançamento desta plataforma na América Latina e no Brasil, Meirelles foi convidado a ser o curador do projeto que envolveu cerca de 150 profissionais. Como resultado foram produzidos 26 filmes cujas histórias retratam a cultura e a vida na região amazônica, incluindo desde a culinária até soluções que as tribos estão encontrando para manter a floresta viva.


Apaixonado pelo que faz e pelo mundo em que vivemos, ele sintetiza a grandiosidade do projeto: “Eu sou Amazônia é sobre a conexão entre as pessoas e o planeta.”

Meirelles durante a entrevista (Foto: Paulo Sene)



segunda-feira, janeiro 29, 2018

A rádio que tem opinião?



Tristeza não tem fim, jornalismo sério sim...
Temer o que está acontecendo na mídia: propaganda disfarçada de jornalismo
Ao ligar a TV domingo à noite no Programa do Silvio Santos, deparo-me com a presença do garoto propaganda da reforma da presidência, ops, previdência, Michel Temer. Fiquei preocupado com o tom amistoso entre o homem do Baú, que respeito apenas como comunicador, e o entrevistado. Tudo para fazer apologia aos bons resultados para o país se prevalecessem as ideias do nosso atual “mandatemerário”. Sim, acho realmente preocupante usar de uma concessão pública (em que o nosso congresso decide quem tem ou não capacidade para comandar uma emissora de rádio ou TV no Brasil) para esse tipo de discurso, que faz o noticiário oficial “A Voz do Brasil” parecer democrático.
Por outro lado, cresci ouvindo rádios populares e comunicadores dessas emissoras destinadas às camadas mais populares sempre foram usadas para tornar mais palatáveis os programas de governo, independentemente de quem está no poder. Por isso, não me assusta tanto que o Silvio Santos se preste a esse papel. 

Preocupante mesmo é perceber que uma rádio que cresci ouvindo e acreditando ser minimamente imparcial, coloque seu principal quadro de jornalistas para fazer um programa que mais parece um episódio de “Os Trapalhões”. Sabe aquela técnica da escada, em que um levanta o assunto para o outro brilhar? É o que tristemente ouço na entrevista de Temer à Rádio Bandeirantes nesta segunda, no Jornal Gente. O presidente, no caso, assume o papel do Didi, que sempre se sai bem no final.
Perguntas feitas em tom dócil, de pessoas “que têm opinião”. Realmente isso me preocupa pra valer. Gostaria de ressaltar que soa curioso o José Paulo de Andrade estar ausente dos microfones da emissora em que está há 54 anos por tanto tempo.

sábado, janeiro 27, 2018

Podcast Peças Raras #01 - Hélio Ribeiro, Frank Sinatra e criatividade no rádio




Em Janeiro de 1980, Frank Sinatra apresenta-se para 175 mil pessoas no Maracanã, Rio de Janeiro. Nessa mesma época, no rádio paulistano, Hélio Ribeiro era "a voz" grave que produzia momentos de emoção com suas traduções simultâneas de músicas, às quais ele chamava de “versão livre para o português”. Juntando esses dois ingredientes, a DPZ criou uma campanha que aproveitou a agilidade do rádio e marcou época. Vale a pena ouvir essa verdadeira peça rara. Áudio veiculado originalmente em 02/06/2006

Reviva grandes momentos do comunicador Hélio Ribeiro no site do Memorial HR: www.helioribeiro.com.br

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Alexandre Beck e as Tiras do Armandinho




O destaque do canal de Educação do Instituto NET Claro Embratel desta semana é o ilustrador Alexandre Beck. Conversamos com ele sobre as tiras do Armandinho. Ouça aqui um trecho extra da entrevista. O áudio completo está no link: goo.gl/BzJ2pH
Criador do personagem Armandinho, o ilustrador Alexandre Beck teve influências na própria família. Quando criança, recebeu o incentivo de seu saudoso tio-avô Aldo Beck, que retratava em pinturas a antiga Florianópolis. Também tem orgulho de seu tio Sérgio Beck, dedicado às artes e à docência. Com isso, desde pequeno, teve no desenho uma forma de se integrar à turma na escola. Por ser algo que elogiavam, a ilustração facilitou o relacionamento dele com outras pessoas, já que era um menino tímido. “Eu fiquei frustrado depois, quando fui crescendo, por perceber que aquilo – perante a sociedade – não era considerado um trabalho sério.”

Com o surgimento de Armandinho, essa percepção começou a mudar. Beck já assinava tirinhas no Diário Catarinense, em 2009, quando foi desafiado a criar uma tira para ilustrar matéria sobre economia doméstica, que sairia no dia seguinte. Para dar conta da urgência, montou três charges rápidas de um trabalho que era inédito. “Eu fiz um par de pernas para o pai, um par de pernas para a mãe. Funcionou, o pessoal do jornal gostou, foi rápido pra fazer”. Na época, a filha do cartunista tinha 7 anos e Beck se colocou no lugar dela para tentar entender o ponto de vista de uma criança.