sexta-feira, novembro 09, 2018

Como buscar Peças Raras neste blog

Na parte superior desta página, você encontra uma caixa de busca, conforme ilustração abaixo (no celular, é preciso alterar para "versão para web"):


Se procura por algum programa específico ou tema relacionado ao rádio, nesse espaço digite exatamente o que deseja ouvir. Sua pesquisa terá um melhor resultado se você colocar este assunto entre aspas. Depois, é só dar "enter" e divertir-se.

Boa viagem pelas ondas do rádio.

Fique em sintonia com nossas peças raras também em:










Abaixo, você encontra uma série de episódios do podcast Peças Raras. Divirta-se!

Marcelo D'Salete ganha Jabuti em HQ. Ouça entrevista com o quadrinista

Na noite de 8 de novembro de 2018, "Angola Janga", de Marcelo D'Salete, vence o Prêmio Jabuti, na categoria HQ. Confira o depoimento que o quadrinista concedeu ao podcast do Instituto NET Claro Embratel. O áudio completo está aqui. Acompanhe no vídeo um depoimento sobre a obra Angola Janga.
ANGOLA JANGA, Marcelo D'Salete, 432 páginas, Veneta, novembro de 2017.
Angola Janga, “pequena Angola” ou, como dizem os livros de história, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. Formada no fim do século XVI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Tornou-se o grande alvo do ódio dos colonizadores e um símbolo de liberdade para os escravizados. Seu maior líder, Zumbi, virou lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra.
O livro foi considerado pela crítica especializada (Jornal O Estado de São Paulo, Revista O Grito, Folha de Pernambuco) uma das principais obras do ano de 2017 e agraciado pelo Prêmio Grampo Ouro 2018!
Angola Janga foi publicado também na França pela editora Ça et Là em 2018. Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Proac 2016.

quarta-feira, novembro 07, 2018

Reynaldo Bessa e banda se apresentam no Brazileria, em São Paulo, nesta sexta


Show mistura música, poesia e interação com plateia. Parceria com Luis Dillah será apresentada pela primeira vez pelo artista







A POESIA NÃO SALVA, A POESIA VALSA é o nome do show que o cantor, compositor e escritor Reynaldo Bessa apresenta na sexta, dia 9 de novembro, às oito e meia da noite, no Brazileria, região da Pompeia, zona oeste de São Paulo.

O espetáculo mescla poesia e música. Bessa interpreta canções de seus 5 discos, como “De dentro pra Flora” (vencedora de vários festivais), “Lamento Urbano”, que homenageia São Paulo e é sempre solicitada pelos fãs, “Por Amor”, composta em parceria com o saudoso Zé Rodrix e gravada pelo grupo Ira!, e a canção Devastador, criada em parceria com Marcelo Abud e gravada com participação da cantora maranhense Rita [Beneditto] Ribeiro. Conheça no vídeo abaixo:



A poesia vai valsar também em textos de autoria de escritores e parceiros, musicados pelo artista. Entre eles, Ademir Assunção, Alice Ruiz, Fabrício Carpinejar, Edson Cruz, Eduardo Lacerda, Frederico Barbosa, Paulo César de Carvalho e Ricardo Corona. Entremeando o repertório musical, em que o cantor será acompanhado por sua banda, o artista lê poemas de seus livros e convida leitores da plateia, - que geralmente inclui alunos de suas oficinas de literatura -, para dar voz a alguns textos também.

Uma novidade está sendo preparada para a apresentação. Bessa vai cantar pela primeira vez a parceria que assina com Luis Dillah e que tem colecionado prêmios em festivais de música nos últimos meses: “Pra ser ainda mais”. Veja abaixo a interpretação de Luis Dillah:



Ficha técnica do show:

GABRIEL ANTÔNIO SOARES ROCHA GUERRA (GABRIEL GUERRA) - PRODUÇÃO

REYNALDO BESSA – VOZ E VIOLÕES (AÇO E NYLON)

DEMÉTRIUS CARVALHO – BAIXO E DIREÇÃO DE PALCO

FELIPE MAIA – BATERIA E PERCUSSÃO

CARLOS GADELHA – GUITARRA E VIOLÃO NYLON





SERVIÇO

Reynaldo Bessa no show “A poesia não salva, a poesia valsa”

Sexta, 09 de novembro de 2018, às 20h30.

Brazileria – Rua Clélia, 285

Telefone para informações e reservas: 11 – 2628-4211

Livros e discos à venda no local.




REYNALDO BESSA


      O músico, escritor, poeta e professor Reynaldo Bessa nasceu em Mossoró, Rio Grande do Norte - Brasil. Está radicado em São Paulo há 20 anos. Já lançou cinco CD’s. O trabalho de estreia foi “Outros Sóis” (1994). Em 1996, lançou “O Beco das Frutas” (Selo Alpha Music); em 2000, o elogiado “Angico” (relançado em 2004 pelo selo Devil discos); e em 2007, veio com “O Som da Cabeça do Elefante” (Selo Devil Discos). Esses dois últimos selecionados para importantes prêmios de música. Em 2008 lançou seu quinto trabalho, “Com os Dentes”. Diferentemente dos anteriores, em seu primeiro registro ao vivo, Bessa dá voz e ritmo a poemas de autores clássicos como Alphonsus de Guimarães (Hão de Chorar por Ela os Cinamomos”) e contemporâneos como Fabrício Carpinejar (Cartas de Amor) passando por Drummond, Leminski, Bukowski, Alice Ruiz e outros nomes das letras.


       Reynaldo Bessa tem parcerias com grandes compositores da Música brasileira, entre elas, a música “Por Amor”, dele e Zé Rodrix, que foi gravada pelo IRA! no acústico MTV do grupo. Depois, em carreira solo, Nasi (vocalista do grupo Ira!) regrava “Por amor”, agora dividindo a voz com Vanessa Krongold (CD e DVD). Bessa teve também sua música “Devastador” gravada pela cantora Rita (Benedito) Ribeiro. Em 2008 o artista viajou pela Europa onde tocou em diversos países, como: Portugal, Itália, França, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Holanda. Em 2009, foi a vez de passar por Cochabamba e Sucre, na Bolívia.

       O artista já se apresentou ao lado de grandes nomes da MPB. Participou de diversos festivais de música pelo Brasil onde foi premiado várias vezes. No início de 2009 também lançou seu primeiro livro de poemas Outros Barulhos - Poemas, que conquistou o Prêmio Jabuti 2009 (Poesia). A obra traz a orelha do poeta Fabrício Carpinejar.  Em 2011 lançou seu livro de contos “Algarobas Urbanas” (Finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2010), pela editora Patuá, e em 2012, mais um de poesia: “Não tenho pena do poema” (Rubra Cartoneira Editorial - Londrina-PR). Além disso, o escritor-músico ministra oficinas de escrita criativa em diversas bibliotecas públicas de São Paulo e outras cidades. Bessa lançou em 22 de junho de 2013 o seu quarto livro de poemas: “Cisco no olho da memória” (Terracota Editora/Selo Musa Rara) – 2013 (Prêmio Internacional da UBE – RJ 2014). Em 2014 é a vez do romance de estreia: Na última lona (Editora Penalux). O autor já foi júri de grandes prêmios literários, entre eles o Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Também escreve para sites, blogues, jornais sobre literatura, música e poesia. Tem contos, crônicas, poemas publicados em revistas, jornais, suplementos literários pelo Brasil e exterior. Neste ano de 2018 lançou seu terceiro livro de poemas Do pássaro voando ao contrário, pela editora Penalux. Atualmente está na pré-produção do seu novo disco.

Paulo Galvão assume Madrugada da CBN ainda esta semana - ouça a estreia

O dia do radialista começou com uma boa notícia. 
Nesta madrugada de 7 de novembro de 2018, o jornalista Paulo Galvão voltou aos microfones. Depois de passagens por emissoras como a antiga Eldorado AM, Bandeirantes e também pela Rede TV, Galvão agora passa a ser ouvido no CBN Madrugada. Confira no player abaixo as boas-vindas ao novo apresentador. 



Em 2014, entrevistei Galvão para o canal de Educação do Instituto NET Claro Embratel. 

No vídeo abaixo, acompanhe a estreia oficial de Galvão no CBN Madrugada, que aconteceu em 09 de novembro de 2018: 

domingo, novembro 04, 2018

80 anos de A Guerra dos Mundos: entrevista com H. G. Wells e Orson Welles






Em 2016, uma das mais famosas histórias de ficção científica de todos os tempos ganha uma nova edição, em livro de capa dura, no Brasil. Trata-se de “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, escrito originalmente em 1898. Essa história se torna ainda mais conhecida do grande público após a tão comentada e estudada adaptação que ganha em 30 de outubro de 1938, em forma de radioteatro. Na ocasião, Orson Welles dirige a dramatização que leva pânico aos ouvintes da rádio CBS, nos Estados Unidos.

Na nova edição do livro, a introdução é feita pelo escritor e pesquisador de literatura fantástica, Bráulio Tavares. Ele afirma que “Os marcianos de Wells são o primeiro retrato do alienígena como encarnação do Outro, do Estranho, de tudo que representa o nosso medo diante do desconhecido, e principalmente de um desconhecido que nos provoca repulsa”.

Não apenas em “A Guerra dos Mundos”, mas em boa parte da literatura que publica entre 1895 e 1901, HG Wells trata de dissolução social, da emergência de incômodos novos mundos, de velhos mundos forçados a se dobrar.

Em 1940, dois anos após a transmissão pela CBS de “A Guerra dos Mundos” no Radioteatro Mercury, em Nova Iorque, Orson Welles e HG Wells se encontram em uma entrevista. É este outro momento relevante do rádio que você acompanha a partir de agora com nossa devida e respeitosa Interferência. 



Da esquerda para a direita: Sérgio Miranda, Marcelo Abud, Silvania Alves, Marcelo Duarte e Warde Marx

Acompanhe outros conteúdos ligados ao radioteatro "A Guerra dos Mundos" no blog Peças Raras:






Abaixo, o roteiro utilizado na reconstituição deste sábado, dia 03 de novembro de 2018:

Silvania Alves – SA – Apresentadora
Marcelo Duarte – MD – Entrevistador / Charles Shaw
Warde Marx – WM – Orson Welles
Sérgio Miranda – SM – HG Wells

SA                              Olá, senhoras e senhores. A nossa emissora (KTSA) tem a honra de receber dois homens ilustres: o celebrado H.G.Wells, escritor e historiador inglês de renome mundial e pesquisador de assuntos internacionais; e o sr. Orson Welles, o gênio dos palcos, das telas e do rádio.
                        Esta é a primeira vez que os dois se encontram, mas esta não é a primeira vez que os nomes deles se cruzam. Dois anos atrás, Orson Welles adaptou o livro “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, para transmissão radiofônica.
                        Com uma ligeira revisão da trama, Orson descreve uma invasão dos Estados Unidos promovida por homens de Marte. Embora ele tenha explicado diversas vezes ao longo do programa que o relato era fictício, grande parte do país fica apavorada. Homens telefonam para estações de rádio e se oferecem para o alistamento contra os marcianos, e outras pessoas são tomadas de pânico.  
                        O realismo da produção, de tal modo assustadora, foi um tributo à genialidade do sr. Orson Welles. E foi assim que os nomes Wells, de H. G. Wells e Orson Welles, se associaram. Ambos estão aqui na cidade de San Antonio para participar de diferentes eventos. E o nosso apresentador Charles Shaw está no estúdio 2 para conversar com eles a partir de agora. Olá, Charles.
MD                 Olá, Sil. Neste encontro entre grandes mentes, sinto-me um tanto quanto ofuscado. E, quanto menos eu disser, mais você, nosso ouvinte, vai apreciar. Mas, antes, eu poderia gostaria de oferecer ao nosso dileto ouvinte uma discussão sobra a transmissão radiofônica do livro “A Guerra dos Mundos”, do sr. H. G. Wells, feita pelo sr. Orson Welles...
WM                 O senhor está transferindo a entrevista para nós?
MD                 Estou.
SM                  Ele está transferindo para nós. Pois bem, eu vivi uma série de experiências maravilhosas desde que cheguei aos Estados Unidos, mas o melhor que me aconteceu até o momento foi conhecer meu jovem xará aqui, Orson. Agradabilíssimo, ele porta meu nome e um E extra que espero que suprima no futuro, ao constatar que não cumpre nenhum propósito. Conheço seu trabalho desde antes desse acontecimento sensacional de dia das Bruxas. Vocês têm certeza de que houve tanto pânico no país, ou será que foi uma brincadeira de Halloween?
WM                 Acho que esta é uma das coisas mais gentis que um homem da Inglaterra poderia dizer sobre os homens de Marte. O sr. Hitler se divertiu bastante com aquilo, sabia? Ele até falou dela no Grande Discurso de Munique. E havia balões e um desfile nazista mostrando...
SM                  Ele não tinha muito o que falar.
WM                 É verdade, [risos] ele não tinha muito o que falar. E é um sinal da condição corrupta e do estado de decadência das democracias o fato de que “A Guerra dos Mundos” teve a dimensão que teve. Acho que é muito gentil da parte do sr. H. G. Wells dizer que não só não era minha intenção, como também que não era intenção do povo norte-americano.
SM                  Essa foi a nossa impressão na Inglaterra. Houve reportagens, e as pessoas diziam: “Você nunca ouviu falar do Dia das Bruxas na América, quando todo mundo finge que está vendo fantasmas”?
[AMBOS RIEM]
MD                 Houve um pouco de agitação, não posso minimizar a dimensão da agitação, mas acho que as pessoas superaram muito rápido, não?
WM                 Que tipo de agitação? O sr. H. G. Wells quer saber se a agitação não foi do mesmo tipo de agitação que temos quando fazemos brincadeiras, quando alguém pendura um lençol na cabeça e fala “bu”.
Acho que ninguém acredita que essa pessoa seja um fantasma, mas a gente grita e sai correndo pela casa. E foi mais ou menos isso o que aconteceu.
MD                 Essa é uma descrição muito boa de tudo.
SM                  Vocês não são ainda muito sérios na América, a guerra e suas consequências ainda não estão debaixo de seus narizes, e vocês ainda podem brincar com ideias de terror e conflito.
WM                 O senhor acha que isso é bom ou ruim?
SM                  É uma postura natural até o momento em que vocês se virem diante de tudo.
WM                 E aí tudo deixa de ser brincadeira?
SM                  E aí tudo deixa de ser brincadeira, caro Orson.
MD                 Agora eis uma ideia: alguns textos do sr. H. G. Wells foram rotulados de fantásticos há alguns anos, e é bem possível que tenham sido concebidos como tal. Uma dessas fantasias é o livro “O aspecto do que está por vir”, por exemplo. Mas, sr. Orson Welles, você acha que essa é uma história fantástica diante do que estamos vendo nos dias de hoje? 
WM                 Certamente não é fantástico. E uma questão que o senhor mencionou, não só em “O aspecto do que está por vir”, mas em outras sugestões ou em previsões diretas, é que após uma guerra destruidora temos um retorno ao feudalismo, algo que o mundo verá de novo.
E hoje, na apresentação do sr. H. G. Wells, ele disse algo – e não ouço nada tão interessante há muito tempo -, ele disse que, recentemente, começou a se perguntar se existe algum motivo para que a humanidade emule a fênix e saia de sua própria desgraça. Ele propôs algumas soluções, mas admitiu que elas podiam ser uma desculpa para um ponto de vista pessimista. Seria bom encarar a situação com realismo e não ignorar mais o ponto de vista pessimista. Talvez tenha chegado a hora de olharmos para a frente, para o futuro, o futuro do sr. H. G. Wells, que sempre adoramos e nunca chegamos a compreender que, de repente, se encontra diante de nós. E estamos hoje vivendo aquele famoso futuro de H.G. Wells que todos conhecemos.
MD                 Com essa incrível reflexão de Orson Welles, que está preparando um filme que promete dar o que falar e que, muito em breve, poderemos conferir no cinema, intitulado “Cidadão Kane”, eu encerro essa nossa conversa por aqui. Muito obrigado a você que segue agora com nossa programação.



quinta-feira, novembro 01, 2018

Festival Nova Brasil 2018 reuniu grandes shows no Allianz Parque, em São Paulo - veja os vídeos



No último sábado, dia 26 de outubro de 2018, o Allianz Parque, em São Paulo, foi campo para ótimos shows de MPB. Além do público que compareceu ao estádio, os ouvintes também tiveram a oportunidade de acompanhar as apresentações ao vivo, pelo Facebook da Nova Brasil FM. 

A seguir, relembre - caso tenha ido - ou assista aos shows de Jota Quest, Titãs, Fagner, Zélia Duncan e Anavitória. 

Acompanhe no vídeo abaixo o show de Anavitória, que abriu o Festival:




Neste link do Facebook da rádio você assiste à apresentação dos Titãs, que, além dos grandes sucessos, apresentaram trechos da ópera rock recém-lançada em DVD. 

O show do cearense Fagner está neste endereço

Já a comemoração de 25 anos da banda Jota Quest pode ser conferida aqui

Zélia Duncan foi outro destaque do Festival. Confira neste link a apresentação, que contou ainda com participações de Paulinho Moska e Isabella Taviani. 

Acesse também a galeria de fotos do evento aqui. 

segunda-feira, outubro 29, 2018

Nova música de Reynaldo Bessa tem arranjo de Luis Dillah e letra muito apropriada para os dias de hoje

Veja, em primeira mão, a parceria de Reynaldo Bessa e Luis Dillah: 



PRA SER AINDA MAIS
Música: Luis Dillah - Letra - Reynaldo Bessa.
Pode algemar meus sonhos.
Confundir minha certeza.
Pode plantar medos medonhos
Que um dia viro essa mesa.
Pode desmitificar meu mito.
Desdizer meu discurso.
Pode dar tiro em meu rito.
Que não dobro meu pulso.
Não, não vou arredar.
Pode piar o pior.
Só vou recuar.
Pro salto ser ainda maior.
Não, não vou desistir
Pode abafar meu acorde
Só vou me calar
Pro grito ser ainda mais forte.
Pode espalhar seu canto atroz.
Difamar minha fé, meu futuro.
Pode vazar minha voz.
Que não arredo, eu juro.
Pode arrancar a arte em raiz.
Acertar o relógio incerto.
Pode zombar do meu tempo feliz.
Que não desisto, é certo.
Não, não vou arredar.
Pode piar o pior.
Só vou recuar.
Pro salto ser ainda maior.
Não, não vou desistir
Pode abafar meu acorde
Só vou me calar
Pro grito ser ainda mais forte.
(Reynaldo Bessa)
"Prêmio de melhor letra no Festival de música de Barueri-SP - 2018
Prêmio de melhor letra no FEM - Festival de música de São José do Rio Preto-SP - 2018
Prêmio de melhor música (3º lugar) no FEM - Festival de música de São José do Rio Preto - SP 2018"

domingo, outubro 28, 2018

Rebobinando - Cobertura da Rádio Bandeirantes nas Eleições de 1989





No player acima, você acompanha trechos da cobertura da Rádio Bandeirantes para as eleições presidenciais de 1989. Depoimentos e trechos de entrevistas com Covas, Jânio Quadros, Lula, Ulysses Guimarães e outros políticos fazem parte dessa lembrança. 

quarta-feira, outubro 24, 2018

Bienal 2018 - Gabriel Pérez-Barreiro fala sobre arte e cidadania

Criação do espanhol Antonio Ballester, "Sentido/Comum" traz 4.000 diferentes formas de um cogumelo. 
A pluralidade é uma das marcas da arte contemporânea



Na visão do curador-geral da Bienal de Artes de São Paulo 2018, Gabriel Pérez-Barreiro, ao exaltar a diversidade de pensamentos a partir da fragmentação, a intenção da mostra é dar uma resposta a problemas da contemporaneidade, como a falta de concentração e a intolerância. Para isso, compartilhou com outros seis artistas-curadores as escolhas das obras. Pérez-Barreiro justifica o caminho ao afirmar que não acredita nessa visão que tem prevalecido na sociedade atual, de que uma pessoa seja capaz de resolver tudo sozinha. Antes, defende que a pluralidade é a essência que pode tornar o mundo mais afetivo, visto que cada um terá afinidade com um pensamento criativo diferente.
"A arte não é outra coisa do que encontrar um olhar diferente do seu", conclui. 

Ouça também um podcast completo sobre a Bienal 2018, em que, além do curador-geral, há participações de professor, alunos e de Antonio Ballester. 






Acompanhe também a transcrição do áudio, adaptada pelo jornalista Daniel Grecco:

Peças Raras: O quanto a Bienal pode ser também uma forma de abrir a mente e as visões das pessoas nesse contexto de eleição polarizada e manifestações de ódio tanto no Brasil quanto no mundo? A arte pode ajudar a conter esse mau comportamento? 


Gabriel Pérez-Barreiro: Olha eu acho importantíssimo nessa situação que certamente a gente está vivendo no mundo, não é? Eu moro nos Estados Unidos e a gente está vivendo essa situação hoje. Eu trabalho muito com a Venezuela, que também é um país que foi destruído por causa desse ódio, dessa polarização, e estou com muito medo de ver isso agora acontecer com o Brasil, num processo muito semelhante. Eu acho que neste instante a possibilidade que a arte oferece é justamente o modelo plural. Acho que temos que começar a desativar na nossa cultura, na nossa sociedade, a ideia do patriarcado que tem alguma pessoa que vai explicar o mundo para você. E não é isso. Vivemos num mundo muito complexo, com olhares bem diferentes, com subjetividades diferentes. Às vezes a gente tem até uma certa dificuldade de se comunicar com nós mesmos. De modo que acho que a arte é uma excelente área para ensaiar isso, para trabalhar isso. A arte não é outra coisa que encontrar o olhar que é diferente do seu, por definição. Estamos devendo muito esses espaços na sociedade . Parte disso acho que tem a ver com o crescimento das redes sociais. 


As pessoas estão vivendo numas bolhas onde têm seus preconceitos, seus olhares refletidos e aumentados, multiplicados pelos outros. Então estamos perdendo o sentido do comum, um sentido onde as pessoas partem de diferentes ideologias, diferentes pensamentos para se encontrarem, para pensarem sobre alguma outra coisa. 


Acho que esses espaços foram sistematicamente destruídos na nossa sociedade e hoje existem poucos, e um espaço como a Bienal que é gratuito e que recebe quase 1 milhão de pessoas - que estão passando pelo parque do Ibirapuera -, não é um evento só para especialistas, é um evento para a sociedade. É importantíssimo reforçar essa ideia de diversidade, de tolerância, de compreensão do olhar do outro. Então eu vejo essa resposta nessa direção: acho que a Bienal não é para se posicionar de um lado ou de outro do debate, seja qual for a nossa ideologia específica, mas acho que ela tem uma função de defender o espaço público de debate. Então certamente sem saber que íamos chegar nesse extremo que estamos agora, sim foi uma preocupação minha de pensar a Bienal como um projeto.      


O eixo do projeto educativo dessa edição da Bienal é trabalhar especificamente a questão da atenção, de como utilizamos a atenção, como podemos nos tornar mais conscientes do uso da nossa própria atenção como uma ferramenta incrível que todo ser humano tem, ela é inata. 

Voltando à crise político-social que estamos vivendo, um dos motivos é que acho que a nossa atenção foi sequestrada pela tecnologia, pelas redes sociais. Hoje em dia todos nós vivemos numa constante distração. O nosso celular, o Instagram são ferramentas para prender nossa atenção, para tirar nossa atenção de determinada coisa. Tem pessoas que hoje têm dificuldade de ler um livro porque ficam olhando o telefone a cada cinco segundos para saber se aconteceu alguma coisa. 


Consumimos muito a imagem. De fato as empresas por de trás dessas tecnologias, o Facebook, Google, -  o negócio deles é vender a nossa atenção. Revender o nosso olhar para a publicidade. Acho que isso tem mudado muito a nossa sociedade nos últimos anos. A gente somente agora está começando a entender o efeito social que isso está gerando na nossa sociedade. Então acho que a arte é um bom lugar para prestar outro tipo de atenção. A gente não está consumindo imagem,  o nosso olhar não está sendo repetido para ninguém. É um ótimo lugar para ficar 15 minutos diante de uma obra como uma experiência de autoconhecimento. Quem faz esse tipo de exercício entende o imenso potencial que essa atenção tem, para se tornar mais tolerante, para não julgar as coisas tão rápido como fazemos na vida cotidiana. Então, sim, acredito que essa questão da atenção e a arte é um campo muito importante. 

Num lugar como a Bienal, apesar de ser um prédio grande que pode parecer dispersar essa atenção, todo projeto educativo tenta fazer o contrário, tenta desacelerar nosso tempo de percepção. Então, por exemplo, o mediador não tenta mostrar toda a Bienal numa visita. É proposto que se fique um tempo analisando determinado trabalho, fica-se um tempo numa área e prestemos atenção no que está acontecendo. E depois vamos conversar sobre o que a gente sentiu, por que as pessoas sentem atração por algumas coisas, como mobilizamos o acesso nas nossas relações; e também é um bom momento para falar do contrário: se a gente sente afeto, por que sentimos ódio, por que sentimos medo dos outros também? O afeto não é só positivo, o afeto também pode ser negativo. Então eu gostaria de dizer que esses assuntos estão claros na Bienal e que qualquer professor que visite pode falar um pouco sobre isso, sobre a diferença e de como a gente constrói interpretações a partir da experiência.                                                                                                                                        

domingo, outubro 14, 2018

Homenagem a Silvania Alves - duetos no "Você é Curioso?"

Marcelo Duarte e Silvania Alves comandam o "Você é Curioso?"




A edição de sábado, 13 de outubro de 2018, do "Você é Curioso?", programa semanal de variedades da Rádio Bandeirantes, trouxe um especial sobre duetos (ouça o programa na íntegra aqui). Na ocasião, Silvania Alves foi homenageada antecipadamente pelo aniversário da apresentadora, que é neste dia 15. Confira o boletim especial no player acima. 

Ao longo da história do “Você é Curioso?”, a apresentadora já se arriscou algumas vezes a cantar. Uma delas foi em 2011, quando – afinadíssima – com Gal Costa ao fundo, interpretou um dos clássicos de Tom Jobim e da Bossa Nova. Em outra oportunidade, com o acompanhamento da Banda Paralela, Silvania deu voz a outro clássico da MPB, Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha. Em 2014, uma espécie de Transilvânia (quadro em que ela faz traduções simultâneas) às avessas foi realizado ao vivo, com a participação de Silvio Brito no programa, no dueto de Perheaps Love. 

O dueto de maior sucesso de Silvania Alves é, no entanto, o que acompanhamos todo sábado de manhã, nos microfones da Rádio Bandeirantes. Uma união de vozes que começou um pouco antes, quando Marcelo Duarte, participava com frequência do Manhã Bandeirantes e que você também relembra neste boletim especial.

Professores que fazem escola: personalidades lembram seus educadores favoritos



Em outubro de 2015, o portal NET Educação (atual Instituto NET Claro Embratel) publicou uma série de podcasts com depoimentos de personalidades, que citaram qual o educador que se destacou na trajetória escolar de cada uma delas. 
Com o título de “Professores que fazem escola”, os áudios comemoraram o dia 15 de outubro. Relembre aqui, ao clicar em cada um dos nomes em azul.  
O escritor Ignácio de Loyola Brandão conta como a professora Lourdes foi fundamental para que adquirisse amor pelas palavras. Já para o cinegrafista Lawrence Wahba, os professores de biologia ajudaram a plantar a semente de amor à natureza.
O filósofo Mario Sergio Cortella relembra os aprendizados com a convivência junto do inesquecível professor Paulo Freire. Enquanto, o radialista Marco Aurélio agradece, emocionado, a professora Marli por proporcionar igualdade de condições no seu aprendizado. Ele tem baixa visão desde criança.
O ex-jogador de futebol da Seleção Brasileira Mauro Silva também lembrou de sua professora. Foi a dona Iolete quem o incentivou a aprender por meio da competição.
E para você, quem foi um professor ou professora inspirador? Participe da ação “Professores que fazem escola” contando para o NET Educação quem foi destaque para você e por que? Utilize o espaço aqui (abaixo) nos comentários para homenagear esse profissional que faz tanta diferença.

terça-feira, outubro 02, 2018

Série de podcasts faz um balanço dos 30 anos da Constituição de 1988

Constituição de 88 faz 30 anos em outubro e ganha série de debates em formato de podcasts

Divididas em seis temas, edições contam com nomes consagrados para debater existência de conquistas, avanços e retrocessos de lá para cá



Por Daniel Grecco

Na próxima sexta-feira (5), a Constituição Federal de 1988 completa exatamente três décadas de vida. O documento que também é conhecido como carta magna representa o conjunto das leis fundamentais que regulam a organização política de uma nação. Em 05 de outubro de 1988, seu texto foi promulgado e contou com enorme participação popular em momento pós ditadura militar no Brasil, representando, assim, um enorme serviço à democracia da nação ao promover a ruptura desse período que ficou conhecido como os anos de chumbo. Mas será que o país tem realmente algo a comemorar em se tratando de avanços significativos verificados do texto à prática de 1988 até os dias atuais?

Tendo em vista esse questionamento plausível de se fazer passados trinta anos dessa conquista pelo povo brasileiro, o Instituto NET Claro Embratel lança a série, em seis episódios, intitulada “30 anos da Constituição Cidadã e os dias de hoje”, em que conversa com especialistas, intelectuais, acadêmicos e juristas renomados, com o objetivo de expor suas opiniões em mesas de discussões sobre o tema. Tudo ocorre tendo como pano de fundo as eleições no próximo domingo (7), um período marcado também por extrema polarização política de ideias e divisão da opinião pública sobre os rumos do país. 

A série “30 anos da Constituição Cidadã e os dias de hoje” está gravada em formato de podcasts e pode ser ouvida no portal do Instituto Net Claro Embratel. São seis áudios divididos nos seguintes temas: Episódio 1: Um resgaste histórico, com Vera Cepêda, José Luiz Quadros e Dalmo Dallari; Ep. 2 - Meio ambiente e indígenas, com Vivian Blaso, João Paulo Capobianco e Sérgio Leitão; Ep. 3 - Educação, com Lisete Arelaro e Daniel Cara; Ep. 4 - Saúde e direitos trabalhistas, com Christian Dunker e Marcio Pochmann; Ep. 5 - Crianças, mulheres e direitos humanos, Ariel de Castro Alves, Eduardo Bittar, Jacqueline Moraes Teixeira; e Ep. 6 - Ciência e comunicação, com Helena Nader, Ricardo Alexino Ferreira e Marcos Urupá.


Para o mediador e produtor dos debates, além de especialista neste tipo de mídia, Marcelo Abud, o resultado obtido é uma aula móvel para entendidos e leigos. “O podcast tem essa característica ímpar de estar em todo lugar, o tempo todo e ainda com a possibilidade exclusiva de ser baixado em mp3 para ser ouvido na hora e quantas vezes o ouvinte quiser”, ressalta o professor de Comunicação da FAAP.

Entre os especialistas ouvidos pelo Instituto Net Claro Embratel durante os diálogos, destaque para o jurista Dalmo de Abreu Dallari (86), que esteve presente e acompanhou todo o processo de promulgação da carta magna brasileira. “Muitas propostas populares foram incorporadas na Constituição. Ela é verdadeiramente democrática, feita pelo povo e assegura os direitos da cidadania”, garante Dallari.


Serviço:

Veja um álbum de fotos com os bastidores das gravações dos podcasts: