sexta-feira, setembro 07, 2018

Como buscar Peças Raras neste blog

Na parte superior desta página, você encontra uma caixa de busca, conforme ilustração abaixo (no celular, é preciso alterar para "versão para web"):


Se procura por algum programa específico ou tema relacionado ao rádio, nesse espaço digite exatamente o que deseja ouvir. Sua pesquisa terá um melhor resultado se você colocar este assunto entre aspas. Depois, é só dar "enter" e divertir-se.

Boa viagem pelas ondas do rádio.

Fique em sintonia com nossas peças raras também em:










Abaixo, você encontra uma série de episódios do podcast Peças Raras. Divirta-se!

96 anos da primeira transmissão de rádio no Brasil

Foi em 7 de setembro de 1922, em exposição sobre o centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro, que a primeira transmissão experimental de rádio aconteceu no país. 


Edgard Roquette-Pinto no comando
da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro
(Crédito: site da Rádio Roquette-Pinto)
"Muito pouca gente se interessou", de acordo com o saudoso professor, antropólogo e, à época, vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, Edgard Roquette-Pinto. 

Apesar do som distorcido que não empolgou a multidão que foi à Baía da Guanabara naquele dia, foi justamente Roquette-Pinto que levou adiante a implantação do meio de comunicação, sendo considerado o pai do rádio no Brasil. Acompanhe um compilado de áudios envolvendo o ideal que foi imaginado para o "sem-fio" a partir da criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. 


- Neste link, uma edição especial do antigo NET Educação (atual Instittuto NET Claro Embratel) sobre o rádio como meio de comunicação, a partir da visão de Roquette-Pinto. 

- No player abaixo você ouve dois depoimentos deixados pelo "pai do rádio" sobre os primórdios do meio de comunicação em nosso País:





No dia 27 de setembro de 2014, o programa "Grandes Brasileiros", da Eldorado, lembrou Roquette-Pinto e o pioneirismo em relação ao rádio no Brasil. Ouça, no player abaixo, essa edição histórica, com apresentação de Haisem Abaki e entrevistas dos professores e radialistas Marcelo Abud e Flávio Luiz Porto e Silva.

terça-feira, agosto 28, 2018

Radialista Zé Bettio morre aos 92 anos de idade


O radialista Zé Bettio morreu na madrugada de domingo (26) para segunda (27).

Foto rara de Zé Bettio, tirada por Valdemar Jorge para o Departamento Multimídia do Centro Cultural São Paulo


Relembre algumas peças raras daquele que acordou muitas gerações "jogando água" nas pessoas logo cedo. 

No player abaixo, Zé Bettio no auge da carreira, em 1976, na antiga Rádio Record (de Paulo Machado de Carvalho):







Milton Neves realizou um sonho no domingo, dia 11 de setembro de 2011. Com a produção de Frank Fortes, dentro do Domingo Esportivo que conduz na Rádio Bandeirantes, o comunicador entrevistou um de seus ídolos, Zé Bettio.Ouça no player abaixo:

quinta-feira, agosto 09, 2018

Walcyr Carrasco aborda liberdade e superação de preconceitos

O podcast do canal de Cidadania do Instituto NET Claro Embratel desta semana é para pensarmos em um dia dos pais diferente. Fui à Bienal e conversei com Walcyr Carrasco sobre o livro para crianças "Meus dois pais". 
 
Imagine a história de um menino cujos mãe e pai se separam. A mãe vai morar em outra cidade e o garoto, então, passa a viver com o pai. Lá, Naldo conhece um amigo muito simpático e legal que mora no mesmo lar. Aos poucos, o menino percebe que, na verdade, o pai é casado com esse homem. Essa é a base do enredo de “Meus dois pais”, escrito pelo jornalista e autor de novelas Walcyr Carrasco. Lançado há uma década, em 2018, o livro ganha uma nova edição com ilustrações criadas por Ana Matsusaki.
Em entrevista ao Instituto NET Claro Embratel, o autor explica o que o estimula a escrever. “Todos os meus livros falam de liberdade e superação de preconceitos, porque essa é uma questão importante para mim”, afirma. Foi essa motivação que o levou a relançar “Meus dois pais”, visto que ainda hoje há uma boa quantidade de pessoas que não aceitam essas configurações familiares e, segundo ele, vive-se no país atualmente uma onda conservadora que precisa ser combatida. “A questão religiosa no Brasil está virando uma questão política e não poderia ser, porque somos um estado laico”, defende.
Para Walcyr Carrasco, relançamento de livro “Meus dois pais” acontece em momento conservador do Brasil, que precisa ser combatido (crédito: Marcelo Abud)

A dificuldade inicial que Naldo tem para aceitar a nova situação vem do preconceito, principalmente, dos pais dos amigos da escola. Tudo muda quando o menino ganha um bolo de presente de aniversário feito pelo seu “segundo pai” e percebe o quanto é amado por seus dois pais.
No podcast, Walcyr Carrasco revela ainda se escolas que adotaram a obra sofreram represália dos pais e o quanto as crianças estão mais preparadas do que os adultos para aceitar famílias com novas configurações.

Créditos:As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são: “Paula e Bebeto” (Milton Nascimento / Caetano Veloso), “Flutua” (Johnny Hooker e Liniker), “Pai e mãe” (Gilberto Gil) e “Todo amor que houver nessa vida” (Cazuza).

domingo, julho 08, 2018

Copa de Babel de 2010 - relembre os podcasts


Johanesburgo talvez tenha sido a Babel do mundo em 2010. Por lá, imigrantes de diversas nacionalidades colocam suas culturas e idiomas em campo. A diferença em relação à origem do termo Torre de Babel é que todos estão unidos pela linguagem universal do futebol. 

Ouça no player acima a edição do Bermuda Folgada que tem como tema a Copa de Babel e foi ao ar durante a Copa de 2010.

Marcelo Abud, Daniel Grecco e Edu Malavéia escalam neste programa: 
- narrações de futebol em diferentes idiomas; 
- a ascensão e a queda da Argentina em 2006; 
- o tema da Copa 2010 interpretado ao vivo na abertura da Copa; 
- a chamada espetacular em que Beto Hora dá voz a vários personagens e personalidades para anunciar a transmissão entre Brasil e Chile pela Rádio Bandeirantes; 
- José Silvério narrando um gol que não aconteceu contra Portugal; 
- o jingle dos Hipermercados Extra para a seleção brasileira. 

Uma verdadeira seleção imbatível de peças raras.



Na imagem, a obra Babel, de Cido Meirelles, composta por uma imensa torre só de aparelhos de rádio. 

2º Tempo e prorrogação...

O áudio acima foi produzido originalmente em 2010, durante a Copa do Mundo da África, para a série de podcasts Bermuda Folgada. Marcelo Abud, Daniel Grecco e Edu Malaveia. 

Em campo
Acompanhe as peças raras escaladas para entrar em campo nesta edição: 1. Narração do 4º gol da Alemanha pelo ponto de vista de um apaixonado narrador argentino; 2. Gols da Alemanha na voz de um narrador local; 3. O gol de Villa resultando na tristeza do paraguaio e na explosão do espanhol; 4. A lembrança de Fiori Giglioti diante da queda do Brasil na Copa de 86 5. MÚSICA: A Cara Do Brasil - Celso Viáfora (Celso Viafora-Vicente Barreto) Na prorrogação, fique com Grecco e Abud, que colocam na área e comentam diferentes estilos de alguns dos grandes nomes da locução esportiva brasileira do rádio e da TV: Galvão Bueno, Cléber Machado, Osmar Santos, Fiori Giglioti, Pedro Ernesto e, sim, ele mesmo, Daniel Grecco. 

sexta-feira, junho 29, 2018

60 anos da conquista do Brasil na Copa de 1958

Nesta sexta, dia 29 de junho de 2018, faz 60 anos que o Brasil conquistou seu primeiro título mundial no futebol. 


Em 1958, a televisão ainda não tinha condições técnicas de transmitir os jogos ao vivo. Era em torno do rádio que o país parava para acompanhar e imaginar cada lance da partida. 

De acordo com o jornalista Alberto Helena Jr., em artigo publicado pelo Jornal Bom Dia, as imagens chegavam só mais tarde: "Um, dois dias, depois, via-se o jogo – ou melhor, partes dele –, pela TV ou no cinema."

Há 6 décadas, a Bandeirantes e a Panamericana (atual Jovem Pan) já se destacavam como emissoras dos esportes. O ouvinte buscava seguir passo a passo a narração dos lances, nas vozes de Pedro Luiz e Edson Leite (que aparecem na foto histórica extraída do site do Milton Neves, ao lado de Fiori Gigliotti). 

Para comemorar a data, confira trechos de LPs especiais produzidos por essas emissoras que até hoje se destacam na cobertura esportiva, contando a história dessa conquista.


Clique aqui ou ouça no player acima a história do jogo final no especial da Bandeirantes, contada pelo locutor Darcy Reis. 



Clique aqui ou no player acima para ouvir a mesma história, desta vez contada pelo saudoso Estevam Sangirardi (que futuramente comandaria seu incrível Show de Rádio), com narrações de Geraldo José de Almeida e Waldir Amaral.

Depois de ouvir as narrações da Copa pela Bandeirantes e pela Jovem Pan, entre em campo e escolha qual a equipe de rádio campeã daquela copa na sua opinião. 

(postagem adaptada de publicação feita neste blog em 2008)

quinta-feira, junho 28, 2018

Copa 2018: qual a música campeã?


Um dos pontos que costuma me chamar mais atenção em uma Copa do Mundo é a música que se torna o tema da torcida. Houve um tempo em que uma prevalecia sobre todas as demais e ficava como marca daquele mundial. 

Nas últimas edições do torneio, no entanto, têm prevalecido músicas produzidas para marcas como Itaú, Coca-Cola, Brahma etc. Em 2018, a frustração - ao menos para mim - é ver que essas campanhas estão requentando seus sucessos de outras copas.

Por outro lado, a origem deste blog, criado durante um ano de Copa, a de 2006, é a sintonia com peças raras radiofônicas. Mesmo diante da concorrência cada vez maior com outros players e telas, o rádio tenta mostrar sua força criativa em momentos de coberturas como a que estamos acompanhando. 

A seguir, compartilho algumas das músicas criadas para emissoras que estão cobrindo a Copa do Mundo de 2018 e convido você a escalar a sua preferida (nos comentários). Caso tenha outras sugestões, pode enviar e acrescentamos a essa postagem. 

Abaixo, o vídeo do tema criado para as emissoras do Grupo Bandeirantes de Rádio. “Aqui é Brasil” foi escrita por Jair Oliveira e tem a produção musical dele e de Simoninha e interpretação de Lino Krizz:




Ouça o depoimento de Simoninha sobre a composição e a letra de "Aqui é Brasil!" (Tá no coração):




Agora, o clipe do Sistema Globo de Rádio: Aqui tem Copa!




Desde o começo deste ano, a Jovem Pan tem se valido de seu mote "Partiu pra cima!", o que também combina com o clima da Copa:




A emissora que foi pioneira na transmissão de Copas em FM (juntamente com a então Bandeirantes FM - atual Band - em 1990) também criou o seu tema:

quarta-feira, junho 27, 2018

Fronteiras Educação chega a São Paulo para dialogar com a Geração Z

O Fronteiras Educação, do Fronteiras do Pensamento, sucesso em Porto Alegre há nove anos,  chega a São Paulo. O primeiro evento será neste dia 28 de junho, com a temática O meio ambiente e as melhores práticas. Ouça aqui um podcast produzido para o Instituto NET Claro Embratel sobre o Fronteiras Educação
No áudio, você conhece a coordenadora editorial do “Fronteiras Educação”, Luciana Thomé. Segundo ela, temas voltados às áreas de humanas e ao meio ambiente são os que mais mobilizam os jovens. É o caso do “Educação e democratização do conhecimento na web”, abordado pelo pensador espanhol Fernando Savater. 
Além disso, acompanhe também trechos de conferência do "Fronteiras do Pensamento" com o sociólogo espanhol Manuel Castells, com o escritor moçambicano Mia Couto e Fernando Savater.
Fronteiras Educação
Diálogos com a Geração Z chega a São Paulo

Um espaço de diálogo com os alunos e seus professores sobre alguns temas-chave para a compreensão dos tempos atuais. Este é o objetivo do Fronteiras Educação, que chega a São Paulo pela primeira vez em 2018. O módulo educacional, que existe em Porto Alegre há nove anos, faz parte do Fronteiras do Pensamento, um projeto cultural múltiplo, cujas conferências servem como plataforma para a criação de vários conteúdos, direcionados aos mais diversos públicos e desenvolvidos em diferentes formatos. Nesta edição, a ação educacional tem o patrocínio da Braskem e a parceria institucional da Unibes Cultural.
Na capital paulista serão realizados 4 grandes encontros para alunos do ensino médio, com linguagem e recursos apropriados à idade e à visão de mundo do público, com duração de duas horas, tendo como professores especialistas nas temáticas.
A essa iniciativa é acrescida a edição de fascículos didáticos, trabalhando cada uma das temáticas propostas, revisados por especialistas acadêmicos de renome e trazendo moderna editoração gráfica, além de inúmeras ilustrações, para distribuição aos alunos e professores presentes a cada encontro.
O primeiro encontro, que ocorre em 28 de junho, assim como o fascículo, terá como temática O meio ambiente e as melhores práticas. Nossas escolhas e nossas atitudes determinam mudanças ou melhorias nas condições ambientais e sociais do planeta, pois desempenhamos um papel enquanto indivíduos e consumidores. Nesse sentido, existe um conjunto de melhores práticas que pode (e deve) ser amplamente difundido. Em tempos de inovação tecnológica, descarte de lixo e alto consumo, precisamos incentivar e praticar iniciativas que produzam um impacto positivo.

Ano 9 I #01 I 2018
O meio ambiente e as melhores práticas
O mundo está mudando. Seja pelas inovações tecnológicas, alterações climáticas, revoluções sociais ou pelo cenário político, os dias de hoje exigem de nós uma adaptação constante. E só há uma maneira de viver isso: com conhecimento, troca de informação e diálogo. Estamos cada vez mais cientes das consequências das mudanças climáticas e dos riscos ao meio ambiente causados pela sociedade moderna. Não há dúvidas, portanto, de que precisamos encontrar uma solução com urgência. Mas como resolver sozinhos um problema tão grande?
Este encontro do Fronteiras Educação traz reflexões essenciais sobre as melhores práticas para o meio ambiente e a necessidade de ampliarmos o engajamento e a participação de todos. Estão presentes no fascículo as ideias de pensadores como Gilles Lipovetsky, que fala sobre consumo e inovação, Vandana Shiva, que ressalta a importância das sementes e da agricultura, Jan Gehl, que defende o planejamento de cidades para as pessoas, e Jean-Michel Cousteau, que destaca sobre a importância dos mares para o planeta.
Local
Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 5.500 – Sumaré – São Paulo – SP)

Data e horário
28 de junho de 2018, das 10h30min às 12h

Informações e inscrições
Contate educacao@fronteiras.com e 4020.2050
As vagas são limitadas.

AGENDA DE EVENTOS FRONTEIRAS EDUCAÇÃO 2018
20 de setembro – Justiça, tolerância e igualdade
17 de outubro – Cidades para pessoa
Quarto e último encontro em data a ser confirmada  – O fabuloso mundo do DNA

domingo, junho 17, 2018

Memória da Rádio Bandeirantes relembra a Copa de 62




O programa Memória, produzido e apresentado por Milton Parron na Rádio Bandeirantes, apresentou uma série com as histórias de todas as Copas do Mundo. Aqui você acompanha o que aconteceu na de 62, com narrações (imagino que seja da Panamericana) e entrevistas. Na foto, imagem da transmissão no centro de São Paulo, com o painel luminoso e narração de Edson Leite e Pedro Luiz na Praça da Sé (saiba mais e ouça depoimentos de pessoas que acompanharam essa transmissão neste link)



quinta-feira, maio 31, 2018

Na Geral estreia na Kiss FM


Daqui a pouco, às 18h30, tem a estreia do Na Geral com Beto Hora, Ze Paulo e Lelio na Rádio Kiss FM - 102.1. Enquanto o trio se prepara, que tal ouvir uma entrevista sobre a origem do programa, que foi ao ar pela primeira vez há quase 20 anos na então também rádio rock Brasil 2000:






Atualização em 28 de junho de 2018: Ouça a estreia do programa que mistura futebol e humor, na Kiss FM, em 1º de junho:


Nota de falecimento - Audálio Dantas

O jornalista Audálio Dantas, 88 anos, faleceu na tarde desta quarta-feira (30/05) no Hospital Premier, em São Paulo, onde estava internado desde abril deste ano, vítima de complicações devido a um câncer de intestino.

Dantas completaria 89 anos no próximo dia 08 de julho. Deixa esposa e quatro filhos.

O velório será realizado nesta quinta, 31/05, das 12h às 20h, no Espaço Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, situado na Rua Rego Freitas, 530 - sobreloja.

O maestro Martinho Lutero junto com o Coro Luther King apresentará um concerto de despedida às 19:30. Em seguida o corpo seguirá para o crematório da Vila Alpina, onde ocorrerá a cerimônia de despedida às 11h de sexta-feira, 01/06.

No ano passado, o jornalista criou o "Canal do Audálio" no YouTube, em que relembrou algumas de suas histórias profissionais:
https://m.youtube.com/channel/UC22EKQ-bPhpjp-RLgL9NpJA

Deste conteúdo extraí um trecho do depoimento de Dantas sobre a descoberta da escritora Carolina Maria de Jesus, em áudio sobre o livro "Quarto de Despejo", que pode ser ouvido aqui:
https://www.institutonetclaroembratel.org.br/educacao/nossas-novidades/podcasts/carolina-maria-de-jesus/

Nascido em Tanque D’arca, em 8 de julho de 1929, Audálio Ferreira Dantas veio para São Paulo ainda menino – uma primeira vez com os pais, aos cinco anos, e depois aos 12, para encontrar-se com a mãe.

Autodidata, Audálio Dantas foi jornalista de profissão. Sua história como repórter começou quando ele trabalhava em um laboratório de fotografia na Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo), revelando fotos do italiano Luigi Mamprin, em 1954. Aos poucos ele começou a acompanhar repórteres nas ruas fazendo as legendas das próprias fotos e, posteriormente,  escrevendo reportagens sobre temas do cotidiano.

Certa vez, em 1956, foi escalado para viajar até Paulo Afonso, na Bahia, onde deveria escrever sobre a inauguração da nova hidrelétrica do São Francisco. Voltou de lá não apenas com a reportagem sobre o impacto econômico da nova construção como também com quase dez outros textos e fotos sobre assuntos apurados no local.

Seu espírito compartilhador se revela em suas produções jornalísticas. Foi com a ajuda do repórter que a escritora e poetisa Carolina Maria de Jesus tornou-se conhecida. Audálio organizou os escritos da moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Essa reportagem é a que ele considerava a mais importante de sua vida.

Audálio passou por quase todos os principais veículos de jornalismo de sua época, como O Cruzeiro, revista Quatro Rodas e VejaSP. Também produziu uma série de reportagens sobre Canudos (BA), que estava fadada a desaparecer com a represa do rio Vaza-Barris.

Em 1975, quando exercia o cargo de presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), foi peça chave na denúncia do assassinato brutal de Vladimir Herzog, seu colega de profissão. O ato ecumênico ocorrido na catedral da Sé em 31 de outubro de 1975 foi fundamental no caminho de redemocratização do país.

Ele também foi presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o primeiro eleito por voto direto.

Além do jornalismo, Dantas foi escritor e leitor ávido de grandes nomes da literatura brasileira, como Rachel de Queiroz, José Lins do Rego e Graciliano Ramos.

Foi também deputado federal em 1978, considerado um dos mais influentes do país. Recebeu o prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU e, em 2013, foi presidente da Comissão Nacional da Memória, Justiça e Verdade dos Jornalistas Brasileiros.

Em 2008, recebeu o título de Cidadão Paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo. Foi agraciado com o prêmio Intelectual do Ano (Troféu Juca Pato) em 2013 e vencedor do Prêmio Jabuti de 2016. No ano passado foi homenageado com o Prêmio Averroes - Pioneiro e Compartilhador, dedicado a valorizar a trajetória e pioneirismo de grandes personalidades brasileiras.

quarta-feira, maio 30, 2018

Manifestação: clipe em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos reúne dezenas de artistas



Em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 57 anos da Anistia Internacional, foi lançado nesta segunda-feira, 28 de maio, o clipe de "Manifestação", canção protesto que ilustra campanha de conscientização e alerta sobre violações comuns de direitos humanos em nosso país e cita homicídios, racismo, LGBTfobia e falta de moradia, entre outros. O clipe reúne umas série de artistas nacionais, de Fernanda Montenegro a Chico Buarque. Assista.

A composição é de Xuxa Levy, Russo Passapusso e Rincon Sapiência, com letra de Carlos Rennó.


Participam do clipe: Criolo, Pericles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Rincon Sapiencia, Siba, Xenia França, Ellen Oleria, BNegao, Filipe Catto, Chico César, Paulinho Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luis, Marcelino Freire, Ana Canãs, Marcelo Jeneci, Márcia Castro, Russo Passapusso, Larissa Luz, Ludmilla, Chico Buarque, Camila Pitanga, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella e Roberta Estrela D'Alva, Siba Veloso e Marcelo Jeneci.

terça-feira, maio 29, 2018

Escola usa radionovela como estímulo à leitura


Com criação e produção, alunos ainda aprimoram vocabulário e escrita

O diretor Giba Pedroza auxilia as aulas de língua portuguesa da professora Maria Ângela Biazin, para a realização das radionovelas com os alunos do 5º ano da Escola La Fontaine (Crédito: Marcelo Abud)



O conto tradicional brasileiro “Bicho de palha”, a fantástica narrativa de “O Valente soldadinho de chumbo”, de Hans Christian Andersen, a incrível história de “A bruxa da rua Mufetar”, publicada no livro “Contos da Rua Broca”, de Pierri Gripari. Essas são algumas das adaptações que saem das páginas da literatura e ganham voz e sons em radionovelinhas de contos infantis.
Em um estúdio de rádio montado na Escola La Fontaine, de Jundiaí, alunos do 5º ano do ensino fundamental se dividem entre narradores, atores e uma grande equipe de sonoplastia e sonorização, “que é uma lindeza”, segundo Pedroza.  A turma também se envolve com a escolha e adaptação dos textos clássicos da literatura infantil e juvenil, que são divididos em quatro capítulos nas “radionovelinhas”.
No áudio, o Instituto NET Claro Embratel confere um dia de ensaio no estúdio e ouve o elenco, a produção, a equipe da escola, além do diretor e contador de histórias, Giba Pedroza, e da professora de Língua Portuguesa, Maria Ângela Biazin. Para ela, “a radionovela proporciona uma aula diferente e desperta nos alunos o gosto pela leitura, que abre porta para tudo, ao trabalhar o entendimento de texto, a ortografia e a oralidade”.
Narradora, Maria Fernanda, de 10 anos, corrobora a opinião da professora: “meu vocabulário está aumentando, eu estou aprendendo novas palavras. Tenho de saber falar corretamente”. Já a roteirista Eduarda, que também tem 10 anos, reforça que criar as falas das personagens é algo diferente do que faz no dia a dia da escola e que isso a estimula a escrever melhor.
Conhecido contador de histórias, Giba Pedroza se surpreendeu ao receber o convite da escola e se deparar com o estúdio de rádio que encontrou. “Eu fiquei muito feliz, porque o rádio é um instrumento educacional muito forte, que estimula a imaginação”, afirma. Durante o ensaio, isto pode ser comprovado. O pequeno Rafael se transforma em um gigante loiro de cerca de 6 metros de altura e olhos azuis, na trama em que é um dos atores.

A professora Maria Ângela Biazin cita criatividade e organização como os principais benefícios que a prática traz para os alunos e ressalta que isso reflete nas demais atividades na escola. “Na sala de aula, precisamos de muita criatividade em todos os momentos, não só na aula de Português. Já a organização traz disciplina à turma”. E conclui: “Eles gostam muito (das aulas de rádio) porque sai do natural. Para os alunos, escola é carteira e lousa. De repente, eles estão fazendo um trabalho em que demonstram toda a potencialidade que têm”. 


sexta-feira, maio 18, 2018

Especial Copa: convocamos uma peça rara do futebol-arte, Diego Freestyle

Diego em aula no Instituto Neymar Jr. (reprodução do YouTube)


Produzimos mais um áudio para o canal de Cidadania do Instituto NET Claro Embratel. Desta vez, às vésperas da Copa do Mundo da Rússia, o atleta de futebol estilo livre, Diego Freestyle, foi convocado para narrar sua história inspiradora. 

O podcast está neste link!


O Brasil já foi conhecido como o país do futebol. E se o assunto é futebol arte, pode-se escalar uma seleção de craques que encantaram e ainda hoje fazem bonito pelo mundo. Ao aliar essas duas qualidades, esporte e arte, Diego Oliveira é um dos principais atletas de uma modalidade esportiva que tem conquistado adeptos no mundo todo, o “fresstyle” ou futebol estilo livre. 
Desde os 7 anos de idade, com o apoio dos pais, Diego já estava em escolinha de futebol. Na escola, a paixão pela educação física era evidente. Até os 19 anos perseguiu o sonho de atuar profissionalmente e chegou a participar das categorias de base do Corinthians, Portuguesa e Matonense. 
Quando havia decidido abandonar o futebol para fazer faculdade e começar a a trabalhar, vê uma série de comerciais de TV com craques do futebol brasileiro fazendo malabarismos com a bola. Isso, aliado ao crescimento da internet como plataforma de vídeos independentes, reaproximou o jovem de sua realização. Em 2007, resolve fazer um vídeo em que aparecia imitando seu ídolo Ronaldinho Gaúcho na série publicitária “Joga Bonito”. Não demora para o próprio Diego passar a estrelar comerciais na TV. Nos últimos 10 anos, Diego Freestyle já esteve em mais de 30 países ensinando sua arte e representando o Brasil em torneios internacionais. 
No áudio, você confere o depoimento em que ele relata a trajetória até aqui e fala das ações sociais que participa, como forma de retribuição às inúmeras vitórias que conquistou na vida pessoal e profissional. Sobre uma dessas iniciativas, afirma: “Participar desses jogos, como o ‘Fome só de bola’ me permite realizar o sonho de jogar ao lado de vários jogadores que sempre sonhei e ainda ajudar o próximo”. Em um desses jogos, realizado em dezembro de 2017, foram arrecadas 18 toneladas de alimentos, distribuídas para 130 entidades.


Sobre o futebol freestyle
O futebol freestyle é uma modalidade esportiva em que o jogador realiza “tricks” (manobras) com a bola e demonstra sua habilidade ao equilibrá-la de maneira criativa no corpo. 
Ronaldinho Gaúcho e Cristiano Ronaldo são considerados pioneiros dessa arte, que se torna conhecida em todo o mundo a partir de vídeos postados por eles na internet.  
Desde 2009, o futebol freestyle conta com uma federação internacional que agrupa cerca de 80 países de todas as partes do mundo.  

Créditos
As músicas utilizadas na edição do podcast são: “Rap do Diego Freestyle” (homenagem criada e interpretada pelo rapper angolano Kanhanga) e “Baião destemperado” (Barbatuques).

Curiosidade
Diego interpretou o dublê do personagem Skavurska em comercial da NET. A propósito, seria um vídeo muito apropriado para a Copa do Mundo da Rússia. Assista abaixo e veja se concorda. 

segunda-feira, abril 09, 2018

Radiografia: Eli Corrêa, o homem sorriso do rádio



Hoje Eli Corrêa completa 66 anos de idade. Para comemorar, nosso blog reproduz novamente entrevista realizada no final de 2011. Acompanhe:

Quinta-feira, dia 8 de outubro, 15:30 h. Neste dia e horário, Eli Corrêa recebe a reportagem do Blog Peças Raras para conversar sobre as 4 décadas dedicadas ao rádio. Logo, fui recebido na recepção da Capital AM por uma figura extremamente simpática, sorridente, simples, trajando calça jeans e camiseta.

Alguns minutos depois, a entrevista tem início no local em que “o homem sorriso do rádio” se mostra ainda mais à vontade: o estúdio da emissora. Lugar, aliás, que pode ser considerado quase que uma casa, já que apresenta seu programa em dois horários e parece viver mais lá do que em seu próprio lar.

Ouça no player abaixo, a Radiografia que produzi sobre Eli Corrêa para o podcast Peças Raras

Eli não se esquiva de nenhuma resposta. Olha no olho durante a conversa. Os 40 anos dedicados ao rádio parecem que só lhe fizeram bem. Ele mantém vivacidade na voz e brilho no olhos ao falar de sua trajetória.

No bate-papo informal, o radialista revela como tudo começou. Ele lembra que, aos 9 anos, foi na escola que teve seu talento para a leitura ressaltado pela primeira vez. Desde aquele momento, o sonho de trabalhar no rádio cresceu com o garoto que vivia em Sertaneja, no Paraná.

Em meados da década de 60, o já adolescente Antonio (prenome de Eli) vai trabalhar como empacotador das casas Pernambucanas em sua cidade natal. Logo, o interesse passa a outras caixas, as acústicas. Na loja, ganha a primeira oportunidade de falar em público, com 13 anos de idade.

Mas o jovem queria ir longe. Na entrevista exclusiva, é narrada a difícil, mas bem-sucedida, trajetória até a chegada a São Paulo, no início da década de 1970, quando se vê sozinho e assustado em meio a tantos prédios e uma oportunidade de emprego perdida na estação rodoviária.

Na conversa, o comunicador revela que – diante do ultimato dado pelos pais – quase abandonou a carreira para trabalhar na sorveteria da família em Barra Bonita, interior de São Paulo. Mas o destino quis que naquela cidade Eli tivesse a primeira oportunidade profissional em uma emissora de verdade.

O ponto alto desta primeira parte da entrevista fica por conta dos comentários a respeito do quadro de maior audiência das tardes paulistanas há décadas: Que Saudade de Você. Eli conta que a ideia surgiu por acaso após tomar coragem e ler um relato mais dramático e perceber que aquele caso tinha mais repercussão do que as mensagens de amor às quais costumava se dedicar nos programas que fazia.

Ainda durante a conversa, é revelado o ritual mantido durante a leitura da carta da saudade e a história da qual se lembra com maior propriedade.

Na segunda parte da entrevista, o público ouve o que Eli Corrêa pensa sobre o rádio AM, propaganda e o contato com o público universitário. As referências radiofônicas da meninice e um momento marcante da carreira também são relatados.

Ouça mais:
Eli Corrêa na Rádio Capital AM – 1040 KHz de São Paulo