terça-feira, fevereiro 20, 2018

Como buscar Peças Raras neste blog

Na parte superior desta página, você encontra uma caixa de busca, conforme ilustração abaixo (no celular, é preciso alterar para "versão para web"):


Se procura por algum programa específico ou tema relacionado ao rádio, nesse espaço digite exatamente o que deseja ouvir. Sua pesquisa terá um melhor resultado se você colocar este assunto entre aspas. Depois, é só dar "enter" e divertir-se.

Boa viagem pelas ondas do rádio.

Fique em sintonia com nossas peças raras também em:










Abaixo, você encontra uma série de episódios do podcast Peças Raras. Divirta-se!

Um toque sobre o início independente do Kid Abelha

Capa da coletânea Rock Voador
Em agosto de 2007, eu era produtor do boletim O Toque, que era apresentado dentro do programa Tons do Brasil, de Shirley Espíndola. Neste trecho que estou disponibilizando aqui em nossas peças raras, você acompanha a primeira música gravada pelo Kid Abelha, "Vida de cão é chato pra cachorro". A composição foi lançada no início dos anos 1980, como parte da coletânea "Rock Voador". Acompanhe no player abaixo.


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Sangha Indian Groove e uma aula de música pelo rádio



Acompanhe no player abaixo a edição do programa Via Sampa com a banda Sangha Indian Groove, exibida ao vivo no dia 1º de fevereiro de 2018.


A música no rádio já foi valorizada em projetos interessantes e que funcionam como formadores de público e de músicos propriamente ditos. Nos primórdios desse meio de comunicação, Almirante - que ficou conhecido como a maior patente do rádio - articulava temáticas com estilos inusitados, como as marchas fúnebres e as sensações que transmitem - em seu Curiosidades Musicais, desde 1935. 

Mais recentemente a Rádio Eldorado FM de São Paulo mereceu destaque por seu Sala dos Professores, conduzido por Daniel Daibem. O apresentador e músico explicava didática e deliciosamente sobre ritmos e recebia artistas para abordarem seus processos criativos. 


O Via Sampa, programa da USP FM, que teve a produtora Heloísa Granito premiada com o APCA deste ano, trouxe um programa diferente em 1º de fevereiro de 2018. A apresentadora Miriam Ramos recebeu no estúdio o Sangha Indian Groove. Em determinado momento, a atração passa a explorar os sons exóticos dos instrumentos tocados pela banda formada pelos músicos Luiz Bueno (integrante do Duofel), Marcus Santurys e Alexandre Lora. 


Ao ouvir esse áudio, você vai ter o privilégio de conhecer os instrumentos indianos sitar, dilruba, tablas e tampura eletrônica, e os efeitos que podem ter ao se misturarem aos de percussão brasileiros como: pandeiro e berimbau. A marca do trio é apresentar um repertório autoral que une sonoridades distintas, em diferentes ritmos. rompendo barreiras culturais. 
Ouça e confira com os próprios ouvidos! Boa viagem sonora!


Abaixo, trechos do programa, em vídeo:

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Fernando Meirelles, o cineambientalista: entrevista completa


Fernando Meirelles, clicado pelo fotógrafo Paulo Sene, durante entrevista ao podcast do canal de Cidadania do Instituto NET Claro Embratel

Em 22 de dezembro de 2017, de passagem pelo Brasil (estava na Argentina e embarcou para a Itália no início deste ano), no intervalo da pré-produção do filme “The Pope”, Fernando Meirelles gravou uma entrevista para o podcast do Instituto NET Claro Embratel (a edição com 8 minutos pode ser conferida aqui)

Para os amigos que comentaram e solicitaram mais sobre esse lado ambientalista do cineasta e diretor de campanhas publicitárias, no player abaixo, você pode conferir a conversa na íntegra.



(se o player não estiver visível, clique aqui para acessar o áudio)

Na sede de sua produtora O2 Filmes, Meirelles falou sobre as motivações que o levaram a se envolver com a direção do filme que vai mostrar a relação entre os papas Francisco e Bento XVI e terá Jonathan Pryce (Francisco) e Anthony Hopkins (Bento). “É uma conversa entre o Bento XVI e o Francisco. Começa na morte do João Paulo II, aí tem o primeiro conclave em que o Bento é eleito e depois o segundo conclave onde o Francisco é eleito e nesse período tem a relação deles que não é muito boa. Eles representam lados opostos da igreja e talvez visões opostas de mundo também: o mundo da tradição e o mundo da inovação. Eu topei fazer esse filme porque admiro muito o atual papa. Ele é uma das vozes mais interessantes que tem no mundo hoje. A gente tem esse sistema econômico só voltado para o consumo que tem acentuado a diferença entre pobres e ricos em nível mundial e esse papa que dirige a maior organização do mundo e é a única voz contra esse sistema”.
Ainda sobre a admiração por Francisco, destaca a encíclica “Laudato Si” (disponível em PDF neste endereço
), em que o papa fala sobre consumo e as ameaças que têm assolado o planeta.


Responsável pela direção de filmes como “Cidade de Deus” e “Ensaio sobre a Cegueira”, só para citar dois títulos, o cineasta tem defendido que o discurso ambiental pode ser mais atraente se for transmitido por meio de histórias e bons exemplos envolvendo o meio ambiente. A história de Meirelles contada nessa conversa pode ser um começo. Acompanhe alguns trechos do que você ouve no podcast:


Raízes
“Quando você entende o tamanho do problema e sabe que você pode ser parte dele ou da solução, você acaba mudando. Eu mudei muitas atitudes minhas, eu consumo, tenho minha pegada de carbono, mas planto árvore pra compensar, uso painel solar, meu carro é elétrico, eu fui mudando uma porção de coisa... quando eu fui entendendo que toda ação minha... ninguém come hambúrguer impunemente... eu gosto do hambúrguer, mas talvez eu não precise do hambúrguer. Dos danos ao planeta, do aquecimento que é o principal problema, 15 a 20% vêm da pecuária”.

Retorno ao ambiente da infância: as fazendas
“Pode ser o retorno, coisa de idade, de voltar à raiz. Mas tem a ver com preocupação, envolvimento com o tema e leitura. Nada tem mais importância do que o esgotamento do planeta que estamos causando... o tráfico, a corrupção, nada tem mais importância do que o esgotamento que está comprometendo a vida dos netos, não os meus, de todo mundo”.

“A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”
“É um dado cultural, lutar contra isso é lutar contra a cultura em que estamos inseridos, nossos pais, avós... a cultura ocidental é a do crescimento, da lógica pessoal à das empresas e do país, das corporações que são maiores do que os países, vivemos para expandir, crescer, ocupar. Colou até certo tempo, só que não tem mais espaço. Nossa ocupação degrada os espaços ocupados.
Você nasce, pequeninho, sua mãe quer que você faça uma faculdade para ganhar mais, para ter mais, lutar contra isso é difícil. Se você disser pra alguém que não precisa consumir, vão te chamar de maluco. O fato é esse, a gente precisa consumir menos. E como é que vamos conscientizar alguém disso, é difícil”.  

Olímpiadas no Brasil
“O tema de preservação do planeta foi o tema central da Olimpíada. A gente pensou que todos os países, antes do Brasil, faziam uma espécie de propaganda deles mesmos... e a gente pensou em aproveitar essa plataforma para mandar um recado mais urgente que era justamente conservar o mundo”.

Uma história transformadora
“Tem alguns filmes que não sei se muda, mas são muito bem feitos sobre meio ambiente. Tem um chamado Wolf Totem, o Espírito dos Lobos, é a história de um estudante, que na Revolução Cultural, é mandado pra morar na Mongólia... é muito legal para entender o equilíbrio da natureza e como você interferir pode dar em um desastre... explica muito bem a lógica humana do consumo e como isso colapsa o mundo”. O filme está disponível com legendas em português no YouTube.

“Eu sou Amazônia”
Foi um convite do Google Earth, eles estavam lançando uma plataforma nova – Navigator – você clica e pode ver histórias. Para lançar na América Latina e no Brasil, pediram para a gente criar uma série de histórias sobre a Amazônia.
Junto com o Google, chamamos um grupo de pessoas que conhecem muito bem a situação da Amazônia, Imazon, Isa, eram 14 pessoas aqui. Ficamos uma semana das 8 da manhã às 9 da noite, acabou que viraram 26 filmes. Todas as histórias do “Eu sou Amazônia” mostram que Amazônia só faz sentido se tiver floresta, senão vira deserto... a gente fala de culinária, soluções que tribos estão encontrando de ganhar para manter a floresta em pé, uma nova pecuária em que convive a criação de boi com a floresta”. Descubra aqui sua conexão com a Amazônia

Meirelles se dedica à história mais importante de todas, a do Planeta Terra
“O que eu faço para melhorar o mundo? Não sei se eu tento melhorar o mundo, eu tento não intensificar o problema, pelo menos ser mais solução do que problema. Minha ação é que a coisa de plantar, encher a fazenda de árvore, é que isso captura carbono... tenho 30, 40 mil árvores plantadas já... está compensando todo o consumo da minha vida”.

Novos ares
Depois de ter a oportunidade de conversar com Fernando Meirelles, que foi uma das minhas principais influências para que eu seguisse na área de Comunicação, ainda por influência do grupo Olhar Eletrônico, do qual ele fez parte, espero que a mensagem deixada aqui por ele seja a semente para que novos pensamentos fiquem enraizados em todos nós.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Fernando Meirelles respira novos ares e quer contar a história mais importante de todas: a do Planeta Terra


Cineasta e ambientalista tem se dedicado ao replantio de florestas há mais de uma década


Fernando Meirelles durante a entrevista para o Instituto NET Claro Embratel, na sede da O2 Filmes (Foto: Paulo Sene)

Clique aqui e ouça um podcast em que entrevisto o "cineambientalista" Fernando Meirelles 



Um profissional que é considerado o mais bem-sucedido em seu meio decide investir em um novo ambiente. É quando descobre sua principal natureza. Essa poderia ser a sinopse para um filme sobre a vida de Fernando Meirelles, que tem respirado outros ares.

O que faço pra melhorar o mundo?
Não sei se eu tento melhorar o mundo,
eu tento não intensificar o problema,
pelo menos ser mais solução do que problema”.
(Fernando Meirelles, ao Instituto NET Claro Embratel)

Não é todo mundo que sabe, mas, além de reconhecido cineasta, Fernando Meirelles é ambientalista. Hoje, aos 62 anos, está mais voltado ao meio ambiente do que às telas. Nas últimas duas décadas, adquiriu fazendas no interior de São Paulo e de Minas Gerais. Nelas, dedica-se a plantar mogno em larga escala e a recuperar matas ciliares e reservas legais com árvores de espécies nativas. Meirelles defende que “replantar florestas é o modo mais rápido, simples, eficiente e barato de mitigar o aquecimento global”.

O jovem que planejou estudar Biologia e se especializar em Oceanografia, no Instituto de Jacques Cousteau, acabou entrando para a FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Foi lá que começou a compreender a cidade como um ser vivo. E essa percepção foi aumentando até que em 2006 começou a refazer uma mata ciliar em uma de suas fazendas. “Do interesse por árvores e florestas, cheguei ao clima”.



No vídeo acima, Meirelles comenta sobre a abertura das Olimpíadas no Brasil

Atualmente, o “cineambientalista” está cada vez mais empenhado em ser parte da solução e não do problema. “Minha ação é plantar, encher a fazenda de árvore, porque isso captura carbono. Tenho 30, 40 mil árvores plantadas que já estão compensando todo o consumo da minha vida, mas também uso painel solar, carro elétrico e fui mudando muitas coisas.”

Morando em Carapicuíba, em meio à natureza, o diretor de filmes de sucesso como “Cidade de Deus(adaptado de livrode Paulo Lins) e “Ensaio Sobre a Cegueira(baseado na obrade José Saramago) tem se voltado mais a produções para TV, filmes e multimídias que abordam temas relacionados à  Cidadania e ao Meio Ambiente, como é o caso do projeto “Eu sou Amazônia”.  trabalho foi um convite do Google Earth, que estava lançando uma plataforma nova, o Navigator, na qual o internauta clica e assiste histórias.

Para o lançamento desta plataforma na América Latina e no Brasil, Meirelles foi convidado a ser o curador do projeto que envolveu cerca de 150 profissionais. Como resultado foram produzidos 26 filmes cujas histórias retratam a cultura e a vida na região amazônica, incluindo desde a culinária até soluções que as tribos estão encontrando para manter a floresta viva.


Apaixonado pelo que faz e pelo mundo em que vivemos, ele sintetiza a grandiosidade do projeto: “Eu sou Amazônia é sobre a conexão entre as pessoas e o planeta.”

Meirelles durante a entrevista (Foto: Paulo Sene)



segunda-feira, janeiro 29, 2018

A rádio que tem opinião?



Tristeza não tem fim, jornalismo sério sim...
Temer o que está acontecendo na mídia: propaganda disfarçada de jornalismo
Ao ligar a TV domingo à noite no Programa do Silvio Santos, deparo-me com a presença do garoto propaganda da reforma da presidência, ops, previdência, Michel Temer. Fiquei preocupado com o tom amistoso entre o homem do Baú, que respeito apenas como comunicador, e o entrevistado. Tudo para fazer apologia aos bons resultados para o país se prevalecessem as ideias do nosso atual “mandatemerário”. Sim, acho realmente preocupante usar de uma concessão pública (em que o nosso congresso decide quem tem ou não capacidade para comandar uma emissora de rádio ou TV no Brasil) para esse tipo de discurso, que faz o noticiário oficial “A Voz do Brasil” parecer democrático.
Por outro lado, cresci ouvindo rádios populares e comunicadores dessas emissoras destinadas às camadas mais populares sempre foram usadas para tornar mais palatáveis os programas de governo, independentemente de quem está no poder. Por isso, não me assusta tanto que o Silvio Santos se preste a esse papel. 

Preocupante mesmo é perceber que uma rádio que cresci ouvindo e acreditando ser minimamente imparcial, coloque seu principal quadro de jornalistas para fazer um programa que mais parece um episódio de “Os Trapalhões”. Sabe aquela técnica da escada, em que um levanta o assunto para o outro brilhar? É o que tristemente ouço na entrevista de Temer à Rádio Bandeirantes nesta segunda, no Jornal Gente. O presidente, no caso, assume o papel do Didi, que sempre se sai bem no final.
Perguntas feitas em tom dócil, de pessoas “que têm opinião”. Realmente isso me preocupa pra valer. Gostaria de ressaltar que soa curioso o José Paulo de Andrade estar ausente dos microfones da emissora em que está há 54 anos por tanto tempo.

sábado, janeiro 27, 2018

Podcast Peças Raras #01 - Hélio Ribeiro, Frank Sinatra e criatividade no rádio




Em Janeiro de 1980, Frank Sinatra apresenta-se para 175 mil pessoas no Maracanã, Rio de Janeiro. Nessa mesma época, no rádio paulistano, Hélio Ribeiro era "a voz" grave que produzia momentos de emoção com suas traduções simultâneas de músicas, às quais ele chamava de “versão livre para o português”. Juntando esses dois ingredientes, a DPZ criou uma campanha que aproveitou a agilidade do rádio e marcou época. Vale a pena ouvir essa verdadeira peça rara. Áudio veiculado originalmente em 02/06/2006

Reviva grandes momentos do comunicador Hélio Ribeiro no site do Memorial HR: www.helioribeiro.com.br