terça-feira, junho 20, 2017

O Pick-up do Picapau é tema de dissertação de mestrado

Quando a 2ª Guerra tem início, Walter contava 6 anos de idade.  O avô Américo Antonio comprara em 1939 um rádio New Condor, na loja Irmãos Assumpção, para ouvir as notícias sobre o conflito. Walter ficava com ele, ouvindo estarrecido as notícias. Sintonizavam a Rádio Nacional de Lisboa, a BBC de Londres – com a emissão em Português -, emissoras francesas e italianas. 

Nesta segunda, dia 26 de junho, às 14h, apresento minha dissertação de mestrado na UNIP Indianópolis, que fica à Rua Dr. Bacelar, 1212 - 4º andar, na Vila Clementino. 

"Walter Silva: o mais popular disc-jóquei de São Paulo em sintonia com a transformação da música brasileira" é a dissertação que vou defender na segunda, dia 26 de junho de 2017. A pesquisa tem como tema o surgimento do “vitrolão” no rádio brasileiro, formato que unia a música de disco à personalidade dos disc-jóqueis, em substituição aos programas musicais ao vivo, com orquestra, que imperavam no rádio brasileiro dos anos 1940 até meados dos anos 1950. Com isso, permite-se perceber a relação entre música e mídia ao longo de pelo menos duas décadas. O estudo inclui a audição de depoimentos deixados por Walter Silva em importantes centros de pesquisa, no caso Centro Cultural São Paulo e Museu da Imagem e do Som (MIS). O objetivo é apresentar a maneira de pensar e produzir para o rádio e a música, pelo ponto de vista de um disc-jóquei que foi de fundamental importância para a difusão da MPB e, em especial, da Bossa Nova. Com isso, pretende-se resgatar a memória do rádio paulistano entre o final dos anos 1950 e o início da década de 1980, período em que Walter Silva alcançou a liderança de audiência com seu “Pick-up do Picapau”. Como objetivo secundário, serão oferecidos - para estudantes e jovens profissionais de rádio - argumentos que permitam a elaboração de projetos e programas mais consistentes para esse meio de comunicação, a partir do estudo da base da linguagem radiofônica.  
Relembre a entrevista que deu origem a minha dissertação de mestrado (se o player não estiver visível, clique aqui)


Esse trabalho teve como ponto de partida entrevista que realizei com a parceira de vida e profissão de Walter durante 50 anos, Déa Silva, no final de 2011, para o quadro Interferência, da Rádio Bandeirantes. Para produzir a dissertação, tive acesso ao acervo particular da família de Walter Silva e a divisão de multimeios do Centro Cultural São Paulo. O referencial teórico inclui pensadores como Fernando Iazzetta, Paul Zumthor, Marcos Napolitano, Lipovetsky, além de outros pesquisadores e autores de livros ligados à Bossa Nova e ao rádio. Os resultados podem ser conferidos na defesa que acontece na segunda, dia 26, e apontam para o entrelaçamento entre comunicação e memória, ao promover uma escuta atenta da evolução do rádio e da música brasileira.

2 comentários:

José Rodrigues Neto disse...

Ói nóis aqui traveis.
Nos dias em que cálculos, métricas, piriri e pororó são colocados nas cátedras, o tar do Branded Content é o rei da cocada preta.
Há muto tempo atrás, uma jaqueta vermelha já sabia o que devia ser feito. Vermelho, pra num se atrapaiá no anglicanismo, é RED, certo?
Se tirarmos o "red" de Branded fica Band, né? Tá explicado!
Band = red = branded.
Walter Silva foi pioneiro de tantas coisas que o seu nome nome só poderia começar com algum tipo de admiração. Wal? UAL!
Sobre o nome, o sobrenome mais brasileiro que Bento Carneiro: Silva!
Mais de 4 mil pessoas prestigiando o programa. E olha que Piratininga vem do Tupi. Sendo assim, até as outras rádios se renderam ao talento. Será que ligavam pedindo bis?
Fã da "pimentinha", ele sabia que só podia ser fELIS que nasceu em um Porto Alegre.
A vida é um como a nossa gaveta que vive bagunçada e recheada de papéis. Papéis que, ao serem desdobrados, nos pegam pelos braços e nos levam para inúmeras histórias.
Na gaveta do Walter Silva devia ter inúmeros papéis escritos com infindáveis histórias. Em um deles, ele escreve a incerteza do valor da vida.
A Wida Waleu muito, Walter. Wale até hoje.
Sabemos isto, pois a sua companheira de tantos anos nos disse. Mulher com mel na voz i-Déa no nome. 50 anos de convivência e 8 anos de saudades.
Sobre a dissertação, não sei o que desejar: sorte ou sucesso.
Sorte só presta pra quem não tem capacidade. Sucesso só chega pra quem ainda não o tem.
Bom, só posso desejar paz. O raPAZ da New Wave vai mostrar, mais uma vez, que é caPAZ.
Dissertação. De acertação. De certa ação. De certo são. Certo és. Certo serás. Acertarás. Ater-te-á.
E zéfini: tá na boca do brasí!

Marcelo Abud disse...

Meu caro, sua participação é incrível.
Gostaria de ter tempo agora para responder à altura o seu comentário, mas como isso não é possível, apenas digo que você é uma verdadeira peça rara, um José nada comum. Abraço e obrigado pela atenção. Posso dizer que tenho uma audiência extremamente qualificada.