A publicidade no Show do Paulo Lopes, na Rádio Globo dos anos 90
Hoje em dia, quem ouve podcasts de sucesso, está acostumado com o termo "publi". É assim que, por exemplo, Déia Freitas se refere a quem patrocina determinado episódio do podcast "Não Inviabilize" (Picolé de Limão).
No rádio, esse tipo de publicidade é chamado de Testemunhal. Comunicadores e comunicadoras populares falam sobre determinado produto e dizem que funciona porque usam ou conhecem alguém que comprova a qualidade e o resultado.
Na década de 90, durante o Show do Paulo Lopes, pela antiga Rádio Globo AM 1100, anunciantes como Atalaia Jurubeba (como remédio para o fígado), Pilogênio (para caspa) e Castanha Atalaia (para varizes) e outros anunciantes que ficaram conhecidos por meio do programa, como Supermercados D'Avó, figuravam entre os comerciais gravados que anunciavam grandes marcas, como Bradesco, Ponto Frio e Casas Bahia.
De acordo com a Revista Impresna, de abril de 93, o faturamento dos anúncios testemunhais ficavam integralmente com o comunicador, que ainda recebia 5% do faturamento dos demais anúncios do horário do programa dele.
Para tratar com os clientes, Paulo Lopes tinha sua própria agência, a Telecom Publicidade.
Desta forma, ainda segundo a matéria, Paulo Lopes e Eli Corrêa tinham os maiores salários do rádio naquele início dos anos 90 (nos valores de hoje, cerca de 300 mil reais), seguidos, pela ordem, por Paulo Barbosa (182 mil), Zé Bettio, Paulinho Boa Pessoa (73 mil) e Sandra Groth (cerca de 15 mil).
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