sábado, dezembro 18, 2010

José Paulo de Andrade e o rádio como aparelho de comunicação


Entre 1927 e 1932, o poeta, dramaturgo e ensaista alemão Bertold Brecht desenvolveu a Teoria do Rádio. Entre os pensamentos do debate proposto por ele, merece destaque o fato da necessidade de ‘’(...) transformar o rádio, convertê-lo de aparelho de distribuição em aparelho de comunicação. O rádio seria o mais fabuloso meio de comunicação imaginável da vida pública, um fantástico sistema de canalização. Isto é, seria se não fosse somente capaz de emitir, como também de receber; portanto, se conseguisse não apenas se fazer escutar pelo ouvinte, mas também pôr-se em comunicação com ele. A radiodifusão deveria, conseqüentemente, afastar-se dos que a abastecem e constituir os rádios ouvintes como abastecedores. ’’

Em algumas regiões, ainda hoje o rádio é apenas um aparelho de distribuição, mas em grandes cidades, com a concorrência acirrada, o ouvinte realmente interage com a programação.

Um belo exemplo da forma em que esse fabuloso meio de comunicação pode ser usado no sentido de transformar o ouvinte em abastecedor é essa participação de Zé Paulo de Andrade veiculada ontem nos microfones da rádio que tem opinião, a Bandeirantes.

Acompanhe aqui a aula de radiojornalismo do apresentador dos noticiários O Pulo do Gato e Jornal Gente.

Na entrevista, você acompanha o Diretor de Trânsito do Guarujá, Wilson Caruso buscando uma forma de explicar o guinchamento de carros guinchados no entorno de restaurantes no centro da cidade litorânea.

Ouça mais:
Para conhecer melhor a história de José Paulo Andrade e do radiojornal da Bandeirantes AM, acompanhe uma edição especial do nosso podcast publicada em abril de 2008.

Confira também a edição do Sofá Bandeirantes com o âncora do tradicional "O Pulo do Gato".
(se o player não estiver visível ou quiser baixar o áudio, clique aqui)


Um comentário:

clayton pessoa disse...

A entrevista do Sr. "zé" Paulo, com o Diretor de Trânsito de Guarujá foi um exemplo clásico da má-utilização dos meios de comunicação.
Ficou evidente o posicionamento do entrevistador que, ao invés de esclarecimentos, mais parecia um inquisidor, tomando partido de um anunciante ou amigo particular, talvez.
Demonstrou desconhecer o assunto (Código de Trânsito) e fez insinuações suficientes para configuração de algum crime contra a honra.
Lamentável!!