quarta-feira, setembro 24, 2008

FGV mostra que rádios faturaram R$ 1,67 bilhão em 2007; deu no Meio & Mensagem Online

Boa notícia nesta véspera da comemoração de mais um Dia do Rádio. Leia o que saiu no MMOnline.


Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada na manhã desta terça-feira, 23, pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) revela que as rádios brasileiras tiveram receita de R$ 1,67 bilhão em 2007. Deste total, 89,2% são provenientes da publicidade, sendo que 58,2% da contratação de espaço via agências e 31% por meio de ações diretas das emissoras. Dados que, segundo o presidente da Abert, Daniel Slaviero, reforçam a necessidade da entidade trabalhar junto ao Legislativo e ao Executivo para evitar que projetos que propõem maior restrição à publicidade avancem. "Fica muito clara a dependência do setor do mercado publicitário. Na verdade é um mercado livre, aberto e gratuito, financiado exclusivamente pelos seus anunciantes. Qualquer iniciativa que vise a restrição de produtos que são legalmente autorizados a produzir e distribuir, entendemos como ameaça a liberdade de expressão comercial", afirmou Slaviero.Dentro desta perspectiva de receitas, o setor varejista é o que mais investe em anúncios no rádio: 45%; em seguida aparece o setor de telecomunicações com 8,2% do total de anúncios, perfumaria e farmácia com participação de 7%, os governos estaduais representam 6,7% do bolo, os municipais 6,2% e a administração federal investe 4,9% da sua verba nas emissoras de rádio do país. As bebidas alcoólicas que vem enfrentando restrições à veiculação de propaganda, correspondem a 1,5% do faturamento das rádios.O economista da FGV, Márcio Couto, destacou que todo o setor de radiodifusão ?-incluindo a televisão - gera 143,5 mil empregos diretor e 159,1 mil trabalhos indiretos. Isso, de acordo com Couto, evidencia a força que o setor possui no país, além de representar 0,49% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006. O pesquisador ressaltou ainda que, além de mostrar a receita do rádio, o levantamento mensurou os custos das emissoras de rádio."Identificamos que 62,9% dos custos das empresas estão relacionados à administração e pessoal, 14,1% correspondem à remuneração de agências e os demais custos são de energia, telecomunicações, manutenção, entre outros", explicou o economista.O levantamento partiu da base cadastrada de 3006 emissoras de rádio comerciais - 1556 foram contatadas e 917 responderam. Do total de respostas, 464 eram emissoras AM e 453 FM. Para o presidente da Abert, esse alcance possibilitou chegar ao verdadeiro número do faturamento do setor de rádio no país. Slaviero afirmou que agora o trabalho da entidade será reforçar aos empresários a importância de responder ao trabalho já consolidado e de referência desenvolvido pelo Intermeios, que hoje alcança 113 rádios e estimou faturamento de R$ 767,2 milhões para o setor em 2007. "Cabe a nós da Abert e às entidades locais trabalharmos para que as emissoras informem ao Intermeios, já que ele é o meio tradicional e que já trabalha com informações bastante confiáveis", ressaltou Slaviero.Em novembro a Abert deve apresentar os dados relativos à televisão.


(Alexandra Bicca - para o Meio & Mensagem)




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