quinta-feira, novembro 11, 2010

Landell de Moura: o verdadeiro pai do rádio

Foto do acervo de Hamilton Almeida, extraída
do site Caros Ouvintes

Nesta quarta, dia 10 de novembro, o auditório 2 da FACOM (Faculdade de Comunicação e Marketing), na FAAP, foi palco de uma importante discussão. Alunos de Rádio & TV tiveram contato com o jornalista e escritor Hamilton Almeida, biógrafo e autor de 4 obras sobre o Padre gaúcho Landell de Moura.

Acompanhe aqui entrevista exclusiva para nosso blog, conduzida pelo radialista e professor de Comunicação Alvaro Bufarah.

Capa de livro de Hamilton Almeida
Curiosamente, ao fazer um levantamento na web, descobri que desde 1992 foi instituída em São Paulo a Semana Padre Landell de Moura, que acontece entre 5 e 11 de novembro. A lei, de nº 7.957 foi assinada pelo então Governador Luiz Antonio Fleury Filho.

Mas por que estamos dando tanto destaque à Landell de Moura aqui no Peças Raras?

A primeira emissão de sinais captados a centenas de metros de distância, originária do telégrafo sem fio, é atribuída ao italiano Guglielmo Marconi, em 1895, tido por isso como o inventor do rádio. Contudo, segundo historiadores brasileiros, já em 1893, o padre e cientista gaúcho teria realizado as mesmas transmissões de Marconi. Enquanto a patente de Marconi (reconhecido pelo domínio técnico da transmissão de ondas de rádio) se referia apenas à comunicação de mensagens (radiotelegrafia), o padre Landell teria avançado em suas pesquisas, obtendo a transmissão de sons (radiotelefonia) antes de 1899, segundo noticiado à época pela imprensa escrita.

Landell tentou conciliar seus estudos sacerdotais com os de ciências químicas e físicas na Universidade Gregoriana de Roma, onde entrou em contato com as teorias e descobertas da ciência européia do final do século XIX. Porém, segundo matéria publicada no jornal Esquinas, da Faculdade Cásper Líbero, em novembro de 2002, as pesquisas do padre-cientista não eram bem vistas pela diocese, que chegou a acusá-lo de herege, louco, bruxo, “praticante de candomblé e espiritismo”. Apesar da perseguição, que lhe valeu a destruição de seu laboratório e a queima de suas anotações, Landell não se rendeu e resolveu tentar melhor sorte em Nova Iorque, em 1901. Nos Estados Unidos, aperfeiçoou teorias, construiu modelos de seus equipamentos e conseguiu três patentes oficiais norte-americanas: a do telégrafo sem fio e a do telefone sem fio e a do transmissor de ondas sonoras.

Para reparar essa injustiça histórica e reconhecer o gênio brasileiro como o verdadeiro inventor do rádio, foi criado o Movimento Landell de Moura. Você também pode ajudar a mudar o final dessa história, ao clicar aqui e assinar o abaixo-assinado.

Para conhecer mais sobre Landell de Moura, visite também o http://www.landelldemoura.com.br/.






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